"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espírito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.































quinta-feira, 2 de maio de 2013

REVOLUÇÃO FRANCESA

Colégio Ser! - Sorocaba
Atividade do A.P.E. Trimestral - HISTÓRIA

8ºs anos (Carlos Drummond de Andrade e Pedro Bandeira)
Prof.ª.ª Marilia C. C. Coltri
 
 
 
REVOLUÇÃO FRANCESA
 
 
 
Por Cristiana Gomes
 
 
Pode se dizer que a Revolução Francesa teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história dando início à idade contemporânea.
 
Foi um acontecimento tão importante que seus ideais influenciaram vários movimentos ao redor do mundo, dentre eles, a nossa Inconfidência Mineira. 
 

Esse movimento teve a participação de vários grupos sociais: pobres, desempregados, pequenos comerciantes, camponeses (estes, tinham que pagar tributos à Nobreza e ao Clero).

Em 1789, a população da França era a maior do mundo, e era dividida em três estados: clero (1º estado), nobreza (2º estado) e povo (3º estado).

 

 

 
CLERO - Alto Clero (papa, cardeais, bispos, abades e cônicos);
- Baixo Clero (sacerdotes pobres).
 
NOBREZA - Nobreza cortesã (moradores do Palácio de Versalhes);
- Nobreza provincial (grupo empobrecido que vivia no interior);
- Nobreza de Toga (burgueses ricos que compravam títulos de nobreza e cargos políticos e administrativos).
 
POVO
- Camponeses;
- Grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e comerciantes);
- Média burguesia (profissionais liberais);
- Pequena burguesia (artesãos e comerciantes);
- Sans-culottes (aprendizes de ofícios, assalariados, desempregados). Tinham este nome porque não usavam os calções curtos com meias típicos da nobreza.
O clero e a nobreza tinham vários privilégios: não pagavam impostos, recebiam pensões do estado e podiam exercer cargos públicos.
O povo tinha que arcar com todas as despesas do 1º e 2º estado. Com o passar do tempo e influenciados pelos ideais do Iluminismo, o 3º estado começou a se revoltar e a lutar pela igualdade de todos perante a lei. Pretendiam combater, dentre outras coisas, o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
 
Luís XVI
 

A economia francesa passava por uma crise, mais da metade da população trabalhava no campo, porém, vários fatores ( clima, secas e inundações), pioravam ainda mais a situação da agricultura fazendo com que os preços subissem, e nas cidades e no campo, a população sofria com a fome e a miséria. Além da agricultura, a indústria têxtil também passava por dificuldades por causa da concorrência com os tecidos ingleses que chegavam do mercado interno francês. Como consequência, vários trabalhadores ficaram desempregados e a sociedade teve o seu número de famintos e marginalizados elevados. Toda esta situação fazia com que a burguesia (ligada à manufatura e ao comércio) ficasse cada vez mais infeliz. A fim de contornar a crise, o Rei Luís XVI resolveu cobrar tributos ao povo (3º estado), em vez de fazer cobranças ao clero e a nobreza.
 
Sentindo que seus privilégios estavam ameaçados, o 1º e 2º estado se revoltaram e pressionaram o rei para convocar a Assembleia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos.
OBS: A Assembleia dos Estados Gerais não se reunia há 175 anos. Era formada por integrantes dos três estados, porém, só era aceito um voto para cada estado, como clero e nobreza estavam sempre unidos, isso sempre somava dois votos contra um do povo. Essa atitude prejudicou a nobreza que não tinha consciência do poder do povo e também porque as eleições para escolha dos deputados ocorreram em um momento favorável aos objetivos do 3º estado, já que este vivia na miséria e o momento atual do país era de crise econômica, fome e desemprego.
 
Em maio de 1789, após a reunião da Assembleia no palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e o povo. A Nobreza e o Clero, perceberam que o povo tinha mais deputados que os dois primeiros estados juntos, então, queria de qualquer jeito fazer valer o voto por ordem social. O povo (que levava vantagem) queria que o voto fosse individual.
Para que isso acontecesse, seria necessário uma alteração na constituição, mas a nobreza e o clero não concordavam com tal atitude. Esse impasse fez com que o 3º estado se revoltasse e saísse dos Estados Gerais.
 
Fora dos Estados Gerais, eles se reuniram e formaram a Assembleia Nacional Constituinte. O rei Luís XVI tentou reagir, mas o povo permanecia unido, tomando conta das ruas. O slogan dos revolucionários era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

 
Em 14 de julho de 1789 os parisienses invadiram e tomaram a Bastilha (prisão) que representava o poder absoluto do rei, já que era lá que ficavam os inimigos políticos dele. Esse episódio ficou conhecido como "A queda da Bastilha".
 
Queda da Bastilha
 
O rei já não tinha mais como controlar a fúria popular e tomou algumas precauções para acalmar o povo que invadia, matava e tomava os bens da nobreza: o regime feudal sobre os camponeses foi abolido e os privilégios tributários do clero e da nobreza acabaram.
No dia 26 de agosto de 1789 a Assembleia Nacional Constituinte proclamou a "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", cujos principais pontos eram:
 
- O respeito pela dignidade das pessoas;
- Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei;
- Direito à propriedade individual;
- Direito de resistência à opressão política;
- Liberdade de pensamento e opinião.
 
 
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
 
Em 1790, a Assembleia Constituinte reduziu o poder do clero confiscando diversas terras da Igreja e pôs o clero sob a autoridade do Estado. Essa medida foi feita através de um documento chamado “Constituição Civil do Clero”. Porém, o Papa não aceitou essa determinação.

 
Sobraram duas alternativas aos sacerdotes fiéis ao rei.
1ª) Sair da França;
2º) Lutar contra a revolução;
Muitos concordaram com essa lei para poder permanecer no país, mas os insatisfeitos fugiram da França e no exterior decidiram se unir e formar um exército para reagir à revolução.
Em 1791, foi concluída a constituição feita pelos membros da Assembleia Constituinte.
 
Principais tópicos dessa constituição
- Igualdade jurídica entre os indivíduos
- Fim dos privilégios do clero e nobreza
- Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado)
- Proibição de greves
- Liberdade de crença
- Separação do estado da Igreja
- Nacionalização dos bens do clero
- Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário)
 
O rei Luís XVI não aceitou a perda do poder e passou a conspirar contra a revolução, para isso contatava nobres emigrados e monarcas da Áustria e Prússia (que também se sentiam ameaçados). O objetivo dos contrarrevolucionários era organizar um exército que invadisse a França e restabelecesse a monarquia absoluta. 
 
Em 1791, Luís XVI quis se unir aos contrarrevolucionários e fugiu da França, mas foi reconhecido, capturado, preso e mantido sob vigilância.
Em 1792, o exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado pelas tropas francesas na Batalha de Valmy. Essa vitória deu nova força aos revolucionários franceses e tal fato levou os líderes da burguesia decidir proclamar a República (22 de setembro de 1792).
 
Com a proclamação, a Assembleia Constituinte foi substituída pela Convenção Nacional que tinha como uma das missões elaborar uma nova constituição para a França. Nessa época, as forças políticas que mais se destacavam eram as seguintes:

- Girondinos: alta burguesia
- Jacobinos: burguesia (pequena e média) e o proletariado de Paris. Eram radicais e defendiam os interesses do povo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, pregavam a condenação à morte do rei.
- Grupo da Planície: Apoiavam sempre quem estava no poder.
Mesmo com o apoio dos girondinos, Luís XVI foi julgado e guilhotinado em janeiro de 1793. A morte do rei trouxe uma série de problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras.
 
 
Maximilien de Robespierre
 
Foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário (responsável pela morte na guilhotina de muitas pessoas que eram consideradas traidoras da causa revolucionária). Esse período ficou conhecido como “Terror”, ou "Grande Medo", pois os não-jacobinos tinham medo de perder suas cabeças.
Começa uma ditadura jacobina, liderada por Robespierre. Durante seu governo, ele procurava equilibrar-se entre várias tendências políticas, umas mais identificadas com a alta burguesia e outras mais próximas das aspirações das camadas populares. Robespierre conseguiu algumas realizações significativas, principalmente no setor militar: o exército francês conseguiu repelir o ataque de forças estrangeiras.
 
Durante o governo dele vigorou a nova Constituição da República (1793) que assegurava ao povo:
- Direito ao voto;
- Direito de rebelião;
- Direito ao trabalho e a subsistência;
- Continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.
 
Quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira diminuíram, os girondinos e o grupo da planície uniram-se contra Robespierre que sem o apoio popular foi preso e guilhotinado em 1794.
 
Após a sua morte, a Convenção Nacional foi controlada por políticos que representavam os interesses da alta burguesia. Com nova orientação política, essa convenção decidiu elaborar outra constituição para a França.
 
A nova constituição estabelecia a continuidade do regime republicano que seria controlado pelo Diretório (1795 - 1799). Neste período houve várias tentativas para controlar o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país.
 
Durante este período, a França voltou a receber ameaças das nações absolutistas vizinhas agravando a situação.
Nessa época, Napoleão Bonaparte ganhou prestígio como militar e com o apoio da burguesia e do exército, provocou um golpe.
Em 10/11/1799, Napoleão dissolveu o diretório e estabeleceu um novo governo chamado Consulado. Esse episódio ficou conhecido como 18 Brumário.
 
Jacques-Louis David. A Coroação de Napoleão I e Imperatriz Josephine, 1806-1807.
 
Com isso ele consolidava as conquistas da burguesia dando um fim para a revolução.

Fontes:
http://www.infoescola.com/historia/revolucao-francesa/


Atividade do A.P.E. Trimestral:
Faça uma análise do conteúdo sobre a Revolução Francesa e redija um comentário de, no mínimo, 15 linhas, ressaltando aspectos importantes das fases abaixo relacionadas:
 
- Fase do Antigo Regime (Ancien Regim) - grupos sociais que o compunham;
- Luís XVI - características de seu reinado;
- Primeira Fase da Revolução Francesa - Assembleia Nacional (1789-1792);
- Segunda Fase da Revolução Francesa - Convenção (1792-1795);
- Terceira Fase da Revolução Francesa - Diretório (1795-1799);
- Acolhimento de Napoleão Bonaparte por girondinos e jacobinos.

NÃO ESQUEÇA A SUA IDENTIFICAÇÃO;
NOME, SÉRIE E TURMA, COLÉGIO SER! SOROCABA.

O prazo para postagem da atividade vai até 15/05/13.
 
Bom Trabalho!!!
Prof.ª Marilia C. C. Coltri.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Colégio Ser! - Sorocaba
Atividade do A.P.E. Trimestral - HISTÓRIA - 9º ano Jorge Amado
Prof.ª Marilia C. C. Coltri


WWI

 
 O CENÁRIO NA EUROPA ANTES DA GUERRA.
 
Podemos considerar que as principais causas da Primeira Guerra “Mundial” de 1914 a 1918 são de ordem econômica. Os impérios Europeus acirravam os ânimos entre si devido a busca de regiões ricas em matérias primas para suas indústrias e de mercados consumidores para os seus produtos industrializados. O choque de interesses entre as potências imperialistas se agravaram com a entrada da Alemanha (unificada em 1871) e da Itália na corrida imperialista. Alemães e italianos estavam insatisfeitos com a repartição do mundo colonial queriam uma redivisão dos territórios, embora o problema da perda terreno na disputa por colônias tenha sido causado pela unificação tardia destes dois paises.
Indiscutivelmente a Primeira Guerra do século XX foi motivada por fator de ordem econômica, no entanto, não foi o único. As raízes do conflito encontram-se nas rivalidades históricas reavivadas por disputas no século XIX, na Europa verificava-se uma situação de conflito de interesses que colocava frente a frente uma série de países.

Vejamos alguns desses atritos:

- Inglaterra X Alemanha: As duas maiores potências industriais da Europa disputavam os mercados mundiais com extrema tenacidade. A Inglaterra tinha a vantagem de possuir mais colônias na África e na Ásia;

- França X Alemanha: Ao unificar-se a Alemanha, anexou as províncias francesas de Alsácia e Lorena, ricas em ferro e carvão – base para a indústria. Isso estimulou um sentimento revanchista e anti-germânico nos franceses.

- França X Itália: Esses dois países disputavam a posse da Tunísia, na África.

- Rússia X Império Áustro-Húngaro: A Rússia era o maior dos países eslavos, e além de posicionar-se a favor da Sérvia na questão dos Bálcãs, ambicionava formar uma grande nação eslava sob seu comando.

- Assassinato do Arquiduque austríaco Francisco Ferdinando, por um terrorista sérvio, membro do grupo nacionalista Mão Negra.



A PREPARAÇÃO PARA A GUERRA

Anteriormente abordamos alguns dos motivos gerais (de ordem econômica e as rivalidades históricas) que contribuiram para a Primeira Grande Guerra do século XX, agora verificaremos os muitos atritos que envolviam as potências européias.
A insegurança provocada pelo clima hostil entre as potências, provocou uma verdadeira corrida armamentista preventiva, que ficou conhecida com a hipócrita denominação de Paz Armada. Isso quer dizer que os países procuravam incrementar seu poderio bélico (armamentista), imaginando escapar das investidas de nações inimigas. O antagonismo (interesses opostos) entre as nações provocou a formação de blocos de países preparados para um possível enfrentamento armado. Os blocos militares ou alianças militares, formados a partir de então foram os seguintes:

A) TRÍPLICE ALIANÇA: A Alemanha e o Império Austro-Húngaro assinaram, em 1879, um acordo de ajuda militar mútua. Posteriormente a Itália, em represália pela invasão francesa à Tunísia, aderiu à Tríplice Aliança em 1882. Entretanto, posição italiana nessa aliança foi dúbia desde o princípio. De forma que, secretamente os italianos assinaram um acordo com o bloco rival em caso de guerra, recebendo como recompensa colônias na África.

B) TRÍPLICE ENTENTE: Inicialmente existia um acordo entre França e Inglaterra (Entente Cordiale), no qual a primeira reconhecia as pretensões colonialistas da segunda e esta se comprometia a ajudar a França, no caso de uma agressão alemã. Em 1907 a Rússia adere ao bloco. Formava-se assim a Tríplice Entente.

Importante ressaltar que para os dois blocos militares organizados prevaleceu a máxima: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", ou seja, os paises buscaram aliar-se com nações que possuíssem atritos com seus rivais.

Outro importante atrito, a chamada Questão Balcânica, gerou o evento que desencadeou a Primeira Guerra, e merece um detalhamento maior. Desde a decadência do Império Turco Otomano, a região dos Bálcãs (tome como referência de local as imediações da Grécia) estava em crise. Resumindo, o quadro de crise política na região assim se apresentava:


- A Sérvia apoiava os movimentos nacionalistas eslavos na luta contra as pretensões da Áustria em anexar a região.


- A Áustria contrariava o plano de formação de um grande país eslavo sob a liderança da Sérvia; - O Império Russo pretendia ampliar sua influência na região e obter uma saída para o Mar Mediterrâneo.

- A Turquia, como ex-potência da região, se aproximou da Alemanha e da Áustria para impedir o avanço russo.



Assim, percebe-se que a região balcânica era um verdadeiro barril de pólvora no começo do século XX. Como dizia na época: o inicio da guerra estava por uma centelha. Só faltava um pretexto para se atear fogo ao estopim nesse barril de pólvora. A fagulha ocorreu com o assassinato do herdeiro do trono austríaco, o Arquiduque Francisco Ferdinando.


Acaso do destino ou imprudência? Fico com a segunda opção. Resolveu o arquiduque visitar, no dia 28 de junho de 1914, Sarajevo, a capital da Bósnia. Esta atitude insensata do arquiduque Francisco Ferdinando é comparável a hipotética visita do presidente Obama ao Iraque nos dias atuais desfilando em carro aberto. Imaginaram qual seria o resultado?
 
O assassino de Francisco Ferdinando era ligados ao movimento nacionalista sérvio, e, por isso, Áustria declarou guerra à Sérvia no dia 28 de julho do mesmo ano. A Rússia manifestou solidariedade à Sérvia, e a Alemanha declarou guerra à Rússia, no dia 1º de agosto de 1914. É a aplicação da máxima: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", lembram!!! Este horizonte de eventos desencadeou o conflito entre os países membros das duas alianças militares, arrastando o mundo para uma das mais sangrentas guerras do século XX.

Os primeiros movimentos da Guerra.

Em 3 de agosto, a Alemanha declarou guerra à França, e no dia seguinte, invadiu a Bélgica. Na frente oeste, nos primeiros meses da guerra, a iniciativa coube aos alemães, que tomaram grandes extensões dos territórios belga e francês.
Na frente leste, o exército russo parecia vitorioso, conquistando parte da Prússia Oriental (atual território da Polônia, na época pertencente a Alemanha).

As Fases da Guerra.

Podemos caracterizar a fase inicial da guerra pela ocorrência de um frenético avanço de tropas conquistando territórios e pelo elevado número de mortos. Estas caracteristicas fazem parte da primeira fase da guerra denominada de Guerra de Movimento. Contudo, o expressivo número de mortos nesta fase foi a motivo para a adoção de uma estratégia mais defensiva que procurava não expor os exércitos em campo aberto visando preserva-los das modernas armas de guerra e assim inicia-se uma nova fase.
 
A segunda fase seria a Guerra de Trincheiras ou Guerra de Posições. Sem condições de manter o ritmo inicial, os exércitos alemães recuaram na frente oeste e retomaram os territórios na frente leste. Depois disso, tanto as forças da Entente como as da Tríplice Aliança mantiveram as posições e sem condições de romper as linhas das forças inimigas. Esta situação perdurou até praticamente o fim da guerra.

Em maio de 1915, a Itália declarou guerra à Alemanha e à Áustria, teoricamente seus aliados. Esta atitude da Itália foi oportunista, esperava lutando ao lado da França e da Inglaterra, obter territórios nas províncias rebeldes e na África.
O esforço de guerra começou a ser sentido pelas populações dos países em guerra. A falta de alimentos, de matérias-primas e as condições de trabalho provocaram greves, motins e levantes operários, principalmente na Alemanha.
Na frente de batalha, o quadro se modificou profundamente depois de abril de 1917. Submarinos alemães afundaram navios norte-americanos, provocando a entrada dos Estados Unidos na guerra.

Os Estados Unidos já forneciam armas, munições e alimentos aos aliados. Agora, o peso econômico-industrial “ianque” faria mudar o rumo do conflito, pois os alemães não tinham condições de materiais de continuar lutando por muito tempo. Entretanto, convém lembrar que a entrada dos EUA na guerra também se explica pelo fato de que se houvesse vitória da Alemanha, todo investimento estadunidense aplicado nos países da Entente durante os três primeiros anos da guerra estariam perdidos. A Revolução Russa corroborou para os Estados Unidos optarem em entrar no conflito. Em 1917 (outubro/novembro), a Rússia saiu da guerra, depois que os bolcheviques (Revolução Russa) tomaram o poder. Este acontecimento deu condições para que a Alemanha prolongasse sua permanência na guerra por mais de um ano. Em 1918, os aliados dos alemães abandonam a guerra deixando-os sozinhos. Na Alemanha, revoltas populares, levantes de soldados e marinheiros paralisavam a máquina de guerra. Exaustos no dia 9 de novembro de 1918, o imperador Guilherme II foi derrubado e substituído por um governo provisório (social-democrata), o qual assinou o armistício (suspensão do conflito) com os aliados. A guerra havia acabado. Em janeiro de 1919, começou a Conferência de Paz de Versalhes, que se encerraria em 28 de junho.

Os Termos da Rendição: Em janeiro, o presidente dos EUA, Wilson propôs os seus famosos “14 pontos” para uma paz mais justa. Contudo a intolerância e insistência da França e da Inglaterra em exigirem reparações, invalidaram a iniciativa do presidente dos EUA.

Numa conferência foi assinado o Tratado de Versalhes, que determinou o seguinte:

- Criação da Liga das Nações, para mediar diplomaticamente os conflitos internacionais. A Liga foi o embrião da ONU, porém, já surgiu com seus poderes pouco efetivos. Isso porque a Alemanha, responsabilizada pela guerra, a Rússia, abalada pela Revolução socialista e os EUA, discordantes do Tratado de Versalhes, ficaram de fora desse organismo;


- Estabelecimento de novas fronteiras. A Alemanha devolveu a Alsácia-Lorena para a França e cedeu territórios para a criação da Polônia como país independente. O território alemão ficou ainda dividido em duas porções pelo corredor polonês, para dar acesso ao mar à Polônia;


- A Alemanha perdia suas colônias e ficava obrigada a desmilitarizar e limitar o efetivo do seu exército a 100 mil homens e a desmantelar as fortificações fronteiriças;

- A Alemanha e seus aliados foram considerados responsáveis pela guerra e condenados a pagar pesadíssimas indenizações. As indenizações exigiram a entrega dos navios acima de mil toneladas e de diversos recursos naturais alemães à exploração dos países vencedores.

Evidentemente, essas imposições eram demasiado pesadas para que a Alemanha pudesse cumpri-las na sua integralidade. O presidente dos EUA, Woodron Wilson, insistentemente alertava aos líderes da Inglaterra e da França que uma rendição honrosa e viável para a Alemanha seria a garantia de uma paz duradoura, mas os teimosos líderes ingleses e franceses não acataram as recomendações de Wilson. Assim, os anos 20 foram tremendamente difíceis para a Alemanha, devido as imposições do Tratado de Versalhes, gerando um sentimento de frustração e revanche no povo alemão. Nos termos do Tratado de Versalhes encontramos entre outras as origens da 2ª Guerra Mundial.

Após as decisões do Tratado de Versalhes os EUA adotam uma política internacional isolacionista "dando as costas" aos países da Europa.

O Império Áustro-Húngaro também foi penalizado no Tratado de Saint-Germain, que lhe tirou a saída para o mar e reduziu drasticamente seu território.

O Esfacelamento do Império Otomano e a crise entre palestinos e o Estado de Israel.

Quando o Império Turco Otomano foi desmembrado, após a Primeira Grande Guerra, surgem novos países e diferentes povos. Um detalhe que normalmente passa desapercebido é que a desintegração do Império Otomano vai ser a semente das futuras desavenças entre palestinos e israelenses, bastante acentuadas após a Segunda Guerra Mundial. Síria, Monte Líbano, Palestina, Meca e Medina eram parte do Império Otomano, de população majoritariamente árabe e que professavam as seguinte religiões: o islamismo, o cristianismo e o judaismo. O controle destes territórios, então herdados do Império Otomano, coube à Inglaterra e a Françam que visavam resguardar seus interesses colonialistas e portanto ignoram sistematicamente as reivindicações árabes para formar países independentes. A Liga das Nações (um arremedo do que seria a ONU), em 1922, resolve dividir a região em mandatos (territórios) que seriam administrados por França e Inglaterra por períodos determinados.
Neste mesmo ano a Carta da Liga das Nações continha uma determinação que entre os objetivos do mandato inglês na Palestina estaria a criação de um território judeu e com a condição de não ferir os interesses da população não judaíca que habitava a região. Ao passo que os paises vizinhos conquistavam sua independência a Palestina mantinha-se sob o controle britânico. Paralelamente o movimento Sionista começa a organizar a migração em massa de judeus para a Palestina deslocando a força a população árabe existente a fim de estabelecer os assentamentos judaícos. Assim, iniciam os primeiros choques violentos entres árabes e judeus provenientes da Europa Oriental. Importante ressaltar que o conflito dos anos 20 não foram de natureza religiosa, mas política. A partir de 1936 eclodiram várias revoltas dos palestinos, duramente reprimidas pelos ingleses, contabilizaram aos milhares entre mortos e feridos e outros milhares de presos. O partido nacional palestino exigia já desde àquela época a formação de um governo palestino autônomo. Contudo sem conseguir manter a ordem na Palestina e incapaz de entregar um Estado aos judeus, sem ferir os direitos e causar revoltas dos palestinos, a Inglaterra entrega o mandato (território) a ONU. Esta era a constatação de que a política internacional inglesa havia fracassado.

As mudanças geopolíticas.

No novo mapa europeu criado, a partir desses tratados, surgem novos países como Hungria, Polônia, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Finlândia. Fora da Europa, surgem regiões do espólio do Império Turco-Otomano que originaram os atuais países do Oriente Médio, tais como Jordânia, Síria, Líbano, Iraque.
No âmbito das relações econômicas e sociais, a I Guerra Mundial deu aos EUA a condição de maior potência econômica mundial. Os EUA entraram na guerra como devedores e saíram como credores. A Primeira Guerra Mundial trouxe também um nefasto saldo de algo em torno de 14 milhões de mortes. Pior do que isso, essa guerra, que antes de começar dizia-se que acabaria com todas as outras guerras, apenas acirrou ainda mais os ânimos dos países europeus, uma lamentável realidade que encaminharia a II Guerra Mundial, com danos ainda maiores.
Fontes:
 
Atividade do A.P.E. Trimestral:
 
Faça uma análise do conteúdo sobre a Primeira Guerra Mundial e redija um comentário de, no mínimo, 15 linhas, considerando as seguintes questões:
 
- Como estava a Europa às vésperas do conflito;
- O que foi o período de PAZ ARMADA (1871-1914)?
- A disputa pelos Bálcãs;
- O Sistema de Alianças;
- Os motivos que deflagraram a guerra;
- Fase final dos conflitos;
- Tratados de paz;
- Pós-guerra. 

NÃO ESQUEÇA A SUA IDENTIFICAÇÃO:
NOME COMPLETO, SÉRIE E TURMA, COLÉGIO SER! SOROCABA

O prazo para postagem da atividade vai até 15/05/13.
 
Bom Trabalho!!!
Prof.ª Marilia C. C. Coltri.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ATIVIDADE DO A.P.E. TRIMESTRAL - 7ºs ANOS - COLÉGIO SER - SOROCABA


AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS E O GOVERNO GERAL NO BRASIL
Por Rainer Sousa*
Nas primeiras décadas do século XVI, Portugal, ainda atraído pelo comércio oriental, restringiu ao extrativismo suas ações de exploração do território colonial brasileiro. Dessa forma, realizava poucas expedições que somente transportavam as toras de pau-brasil que eram trazidas pelos índios ao litoral e organizavam algumas expedições de proteção e reconhecimento do litoral brasileiro.

Apesar dessas ações, a ameaça de invasão dos corsários estrangeiros, principalmente franceses, obrigou a Coroa Portuguesa a rever sua política de ocupação na colônia. A primeira medida tomada nesse sentido aconteceu em 1530, quando a expedição de Martim Afonso de Sousa foi enviada com os primeiros colonos a se fixarem definitivamente no espaço colonial. Por obrigação, Martim Afonso e os demais colonizadores deveriam fundar vilas, povoar e desenvolver a economia local.

No ano de 1534, dando continuidade ao projeto de tomada de posse, o rei dom João III dividiu a nova colônia em quinze faixas de terra. Cada um desses imensos lotes de terra integraria o sistema de capitanias hereditárias, que transferiu a responsabilidade de ocupar e colonizar o território colonial para terceiros. Nesse sistema, o rei entregava uma capitania a algum membro da corte de sua confiança que, a partir de então, se transformava em capitão donatário.

Aquele que recebia o título de capitão donatário não poderia realizar a venda das terras oferecidas, mas tinha o direito de repassá-las aos seus descendentes. No momento da posse, o capitão donatário recebia duas importantes documentações da Coroa: a Carta de Doação e o Foral. Nesse primeiro documento ficava estabelecido que o governo de Portugal cedia o uso de uma determinada capitania a um donatário e que este não poderia negociá-la sob nenhuma hipótese.

Já o Foral determinava o conjunto específico de direitos e obrigações que o capitão donatário teria em suas mãos. Ele poderia fundar vilas, doar sesmarias (lotes de terra não cultivados), exercer funções judiciárias e militares, cobrar tributos e realizar a escravização de um número fixo de indígenas. Com relação às atividades econômicas, ele poderia ter uma parte dos lucros, desde que isso não ferisse os direitos de arrecadação da Coroa Portuguesa.

Apesar de tantas especificidades e regras de funcionamento, o sistema de capitanias hereditárias acabou não alcançando os resultados esperados. A falta de apoio econômico do governo, a inexperiência de alguns donatários, as dificuldades de comunicação e locomoção, e a hostilidade dos indígenas dificultaram bastante a execução deste projeto. Com o passar do tempo, muito donatários abriram mão do privilégio e outros nem mesmo reuniram recursos para atravessar o Atlântico e formalizar a posse.

As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que conseguiram prosperar e superar as dificuldades da época. A explicação dada para esses dois casos se encontra nos lucros obtidos com a instalação da indústria açucareira nestas regiões. Posteriormente, os portugueses decidiram centralizar o modelo político-administrativo do território com a implantação do Governo-geral. Somente em 1759, as capitanias hereditárias desapareceram com a ação do ministro Marquês de Pombal.
 

 
Respondendo ao fracasso do sistema das capitanias hereditárias, o governo português realizou a centralização da administração colonial com a criação do governo-geral, em 1548. Entre as justificativas mais comuns para que esse primeiro sistema viesse a entrar em colapso, podemos destacar o isolamento entre as capitanias, a falta de interesse ou experiência administrativa e a própria resistência contra a ocupação territorial oferecida pelos índios.

Em vias gerais, o governador-geral deveria viabilizar a criação de novos engenhos, a integração dos indígenas com os centros de colonização, o combate do comércio ilegal, construir embarcações, defender os colonos e realizar a busca por metais preciosos. Mesmo que centralizadora, essa experiência não determinou que o governador cumprisse todas essas tarefas por si só. De tal modo, o governo-geral trouxe a criação de novos cargos administrativos.

O ouvidor-mor era o funcionário responsável pela resolução de todos os problemas de natureza judiciária e o cumprimento das leis vigentes. O chamado provedor-mor estabelecia os seus trabalhos na organização dos gastos administrativos e na arrecadação dos impostos cobrados. Além destas duas autoridades, o capitão-mor desenvolvia ações militares de defesa que estavam, principalmente, ligadas ao combate dos invasores estrangeiros e ao ataque dos nativos.

Na maioria dos casos, as ações a serem desenvolvidas pelo governo-geral estavam subordinadas a um tipo de documento oficial da Coroa Portuguesa, conhecido como regimento. A metrópole expedia ordens comprometidas com o aprimoramento das atividades fiscais e o estímulo da economia colonial. Mesmo com a forte preocupação com o lucro e o desenvolvimento, a Coroa foi alvo de ações ilegais em que funcionários da administração subvertiam as leis em benefício próprio.

Entre os anos de 1572 e 1578, o rei D. Sebastião buscou aprimorar o sistema de Governo Geral realizando a divisão do mesmo em duas partes. Um ao norte, com capital na cidade de Salvador, e outro ao sul, com uma sede no Rio de Janeiro. Nesse tempo, os resultados pouco satisfatórios acabaram promovendo a reunificação administrativa com o retorno da sede a Salvador. No ano de 1621, um novo tipo de divisão foi organizado com a criação do Estado do Brasil e do Estado do Maranhão.

Ao contrário do que se possa imaginar, o sistema de capitanias hereditárias não foi prontamente descartado com a organização do governo-geral. No ano de 1759, a capitania de São Vicente foi a última a ser destituída pela ação oficial do governo português. Com isso, observamos que essas formas de organização administrativa conviveram durante um bom tempo na colônia.


*Graduado em História - Equipe Brasil Escola
Disponível em: http://www.brasilescola.com/historiab/governo-geral.htm. Acesso em 29/11/2012. 



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ATIVIDADE DO A.P.E. TRIMESTRAL - 8ºs ANOS - COLEGIO SER!

EUROPA NO FINAL DO SÉCULO XIX


Nas últimas décadas do século XIX, o surgimento de novas potências industriais, como a Alemanha e a Itália, levou países como a Inglaterra e a França a uma séria crise. Havia pontos de atrito, principalmente quando aqueles países exigiram uma revisão da divisão do mundo colonial. 


Inglaterra
Os problemas que afligiam a indústria britânica deviam-se ao próprio pioneirismo da indústria nesse país. As máquinas inglesas datavam de meados do século XVIII. A aquisição de novas máquinas, que facilitariam e barateariam a produção, significava abandonar os investimentos feitos anteriormente em máquinas que ainda rendiam, embora obsoletas.
Apesar da crise da indústria britânica, o mundo inteiro investia nos bancos londrinos. Os lucros nesses negócios faziam crescer o poderio do setor bancário inglês.
O sistema político inglês era regido pelo Parlamento. A rainha Vitória (1837-1901) reinava, mas não governava. Entre 1867 e 1884, a Inglaterra passou por reformas políticas que aumentaram a influência da Câmara dos Comuns nas decisões políticas. O direito de voto atingiu integralmente as camadas mais pobres (com exceção das mulheres). Por essa razão, a situação de penúria dos trabalhadores passou a preocupar os partidos políticos ingleses. Reformas sociais foram feitas pelo ministro liberal Gladstone. Mas essas reformas não atendiam às reivindicações dos trabalhadores ingleses.
Em 1893, foi fundado o Partido Independente, de orientação marxista. Sua origem provocou o crescimento dos grandes sindicatos ingleses, os trade unions. Com o passar do tempo, esse partido se transformou no Partido Trabalhista, que até hoje está no cenário político inglês.
Durante o reinado de Vitória, o poder ficava ora com Partido Liberal, de Gladstone, ora com o Partido Conservador, de Disraeli. Foi com Disraeli que a Inglaterra conheceu seu auge imperialista nos continentes da África e da Ásia.


França
Após a guerra franco-prussiana, a França viu declinar seu poderio industrial. As multas pagas para a Alemanha, a perda dos territórios da Alsácia e Lorena (ricas em ferro e carvão), além de seu parque industrial ultrapassado, fizeram com que os investimentos nessa área diminuíssem. A concentração de capitais ocorreu no setor bancário, onde alguns grandes bancos passaram a controlar os créditos disponíveis no país.
Com a derrota da Comuna de Paris, foi estabelecida a Terceira República, cujo poder ficava nas mãos da Câmara dos Deputados e do Senado. Nessa época, foram lançadas as bases de uma política imperialista, voltada para a conquista e manutenção de colônias em outros continentes.


Alemanha
Com a unificação e a política econômica adotada pelo Reich alemão, a indústria germânica conheceu um surto de desenvolvimento que rapidamente superou o nível tecnológico da França e da Inglaterra. As encomendas do Exército e o programa de expansão ferroviária favoreceram a formação de poderosos complexos industriais e financeiros ligados ao desenvolvimento bélico alemão.
Também a agricultura alemã sofreu modificação no final do século XIX. As grandes propriedades se modernizaram, e os servos, libertos, passaram a trabalhar como assalariados.
O crescimento da classe operária alemã, concentrada nos grandes centros industriais, criou as bases sociais necessárias para que o movimento operário se unificasse, fundando o Partido Social-Democrata Alemão (1875). Por outro lado, formou-se uma aliança entre a grande burguesia alemã e os latifundiários. Dentro do Parlamento (Reichstag), esse processo fortaleceu a bancada do Partido Conservador.
O eleitorado do Partido Social-Democrata crescia. Para combater a popularidade do movimento socialista, Bismark instituiu uma legislação garantindo direitos sociais para a classe operária. Essas leis, entretanto, não impediram que, nas eleições de 1890 para o  Reichtag, o partido socialista conseguisse uma expressiva margem de votos. Diante desse quadro indicativo do descontentamento popular, o novo imperador, Guilherme II, conseguiu a demissão de Bismarck e assumiu pessoalmente a liderança do governo.
Guilherme II exigia participação na partilha imperialista do mundo, fato que gerou constantes atritos da Alemanha com outras potências mundiais.


Itália
Após a unificação, o Norte da Itália industrializou-se rapidamente. Isso se deu graças à política adotada pelo governo em 1887, de caráter protecionista, com altas taxas alfandegárias, e de incentivo ao investimento estrangeiro, que veio suprir a falta de capital da indústria italiana.
A estrutura agrária do Sul  era marcada pela presença de grandes latifúndios explorados pelo sistema de parceria, isto é, o camponês entrava com o trabalho, ferramentas e parte da produção para pagar o aluguel da terra ao proprietário. O protecionismo alfandegário adotado pelo governo dificultava a agricultura do Sul, voltada para as exportações.
Três problemas se interpunham ao desenvolvimento italiano: o pequeno mercado consumidor agrícola e com poucas possibilidades de crescimento, a falta de capital para a indústria e a falta de mercado de trabalho assalariado estável.
A participação eleitoral na Itália unificada era de apenas 2% da população, pois, para exercer o direito de voto para a Câmara, era necessário ter mais de 25 anos, ser alfabetizado e pagar, pelo menos, 40 liras de imposto anual.
Após a morte de Vitor Emanuel II, subiu ao trono Humberto I, que organizou um gabinete de tendência liberal. Esse gabinete iniciou algumas reformas, como a estatização do ensino primário e uma reforma eleitoral, aumentando a porcentagem de eleitores para 7% da população.
Apesar das reformas, a situação continuou tensa. Em 1900, Humberto I foi assassinado e subiu ao trono Vitor Emanuel III, seu filho.
O gabinete organizado pelo novo rei era liderado por Giolitti, do Partido Liberal. Mediante sucessivas fraudes nas eleições, Giolitti neutralizou a atuação dos demais partidos políticos.
Giolitti foi a figura dominante do cenário político italiano até o início da Primeira Guerra Mundial. Seu programa de reformas, com a criação de seguros sociais, a nacionalização das ferrovias e o reconhecimento dos sindicatos, era apoiado por elementos do Partido Socialista, fundado em 1882, e do Partido Católico, habilmente manipulados pela política de Giolitti.

PEDRO, Antônio. História da civilização ocidental. ensino médio. volume único.

Deixe seu comentário. Não esqueça de identificá-lo.
Bom trabalho!!!
Profª Marilia Coltri.

ATIVIDADE DO A.P.E - TRIMESTRAL - 6ºs ANOS - COLÉGIO SER

Perguntas Filosóficas


Uma das riquezas destas sessões de Filosofia Prática, quer com adultos quer com crianças, está na profundidade e alcance das perguntas filosóficas com que nos vemos confrontados. Algumas (muitas) dessas perguntas têm a capacidade de nos impressionar simplesmente por terem sido colocadas, mas também pela enormidade e profundidade das respostas que pedem.

A nossa aptidão para o trabalho filosófico pode ser aferida tanto pelo gosto que temos pelas perguntas em si mesmas quanto pela vontade que demonstramos em tentar responder-lhes. E a verdade é que nestas sessões enfrentamos e tentamos encontrar respostas (da melhor maneira que conseguimos) a muitas e difíceis perguntas filosóficas uma e outra vez sem nunca desistirmos. Outras vezes, porém, devido a limitações inultrapassáveis de tempo e de método, somos forçados a deixar  algumas perguntas de lado “para discutirmos numa outra altura”, costumamos dizer.

O que se segue é uma lista (sempre actualizada) de algumas das perguntas que vão surgindo durante as nossas sessões. Deixo um (link) para aquelas que numa ou noutra sessão procurámos aprofundar e responder (e que ficaram registadas por escrito ou em vídeo). Todas as outras, parafraseando um amigo meu músico, são a parte branca do nosso fiambre filosófico e deixo-as aqui registadas para serem encaradas como um convite ao pensamento que há de vir.

Cada uma destas perguntas daria para várias horas de conversa filosófica. Experimente!

- O Universo é consciente?
- O Nada é perfeito?
- A espécie humana tem evoluído para melhor?
- O que é ser homem?
- Para que serve o homem?
- As pessoas mudam?
- É possível “não estar em mim”?
- Podemos ser felizes sozinhos?
- Somos aquilo que parecemos?
- “O que é verdade para mim não é verdade para ti”. Concordas?
- A ciência pode conhecer o amor?
- O que é uma pessoa bem sucedida?
- O que é pensar por si próprio?
- Há algo impossível de pensar?
- A realidade é lógica?
- O que torna uma ação justa?
- O que é uma sociedade aberta?
- O que é ter liberdade de expressão?
- A sociedade corrompe o homem?
- Educar é melhorar os indivíduos?
- Somos todos filósofos?
- Por que acreditamos no que acreditamos?
- As coisas poderiam ter sido diferentes do que são?
- Como é que nos conhecemos a nós próprios?
- Qual o melhor acesso ao conhecimento de mim mesmo?
- Os animais pensam?
- A ciência é como uma religião. Concorda?
- O conhecimento tem limites?
- Existe um sentido da vida?
- Para conhecer as partes temos de conhecer o todo. Concorda?
- Para conhecer o todo temos de conhecer as partes. Concorda?
- Pensar é dialogar com a incerteza. Comente.
- Podemos ser felizes sozinhos?
- Somos o que aparentamos?
- Hoje não estou em mim. Comente.
- Só devemos acreditar no que vemos?
- A nossa vida tem objectivo?
- Qual o nosso lugar no universo?
Pensamos melhor quando estamos desprendidos ou sóbrios?
- Que finalidade desejaríamos para a nossa vida?
- Há um uso correto para a nossa vida?
Porque é que existe o ser em vez do nada?
- É necessário acreditar no que nos dizem os professores?
- É sempre possível conhecer melhor uma coisa?
- Os adultos sabem mais que as crianças?
- Todas as opiniões valem o mesmo?
- A verdade não pode ser posta em causa?
- Só a ciência nos diz a verdade?
- Quanto mais estudamos mais sabemos?
- Há coisas que não devemos saber?
- Nada é o que parece?
- Só sabemos o que nos ensinam?
- O Bem existe?
- O Bem e o mal são opiniões?
- Bem e Mal são reversíveis?
- Por que é que somos maus?
- Bem e mal são construções?
- Podemos ser bons e maus ao mesmo tempos?
- Bem e mal são conceitos absolutos?
- O que é o Bom?
- O que é a Beleza? 
- Há varios tipos de beleza?
- Qual a origem da beleza?
- A beleza está dentro ou fora de quem a vê?
- O que faz de algo “algo belo”?
- A beleza é influenciável?
- Necessitamos da beleza?
- Por que é que precisamos da beleza?
- As palavras apontam para a realidade?
- O mundo é dual?
- A filosofia é necessária?
- O que é o conhecimento?
- É necessário definir algo para o conhecer?
- Só pode ser filósofo quem sabe o que é a filosofia?
- Há pensamentos sem palavras?
- O conhecimento leva à felicidade?
- A felicidade é o fim última da existência?
- O que é ser feliz?
- A verdade faz-nos felizes?
- A ignorância traz felicidade?
- Somos os nossos melhores juízes?
- O conhecimento espelha a realidade?
- A filosofia dá-nos a verdade?
- Somos mais o que sonhamos ou o que fazemos?
- O homem é mau por natureza?
- Por que é que existimos?
- O que havia antes do universo?
- Podemos ser imortais?
- O que nos faz humanos?
- Tudo tem uma razão de ser?
- O nada é alguma coisa?
- A vida é um caótica ou ordenada?
- Existe o destino?
- Existem a sorte e o azar?
- Somos independentes?
- Sei que existo?
- O que é a coragem?
- É possivel viver plenamente?
- As aparências são sempre superficiais?
- Somos mais que aquilo que aparentamos?
- Há mais realidade para além da aparência?
- Pensamos tudo aquilo que dizemos?
- Podemos dizer tudo aquilo em que pensamos
- O que há de mais básico?
- Há vidas sem valor?
- O que dá valor à vida?
- Somos eternos?
- Podemos saber se existimos?
- Ser feliz é ter prazer?
- Prefere a felicidade ou o prazer?
- Podemos encaminhar os homens para a felicidade?
- Por que queremos ser felizes?
- Como ser felizes?
- O que salvava de um incêndio, um desconhecido ou a Guernica?
- Trocaria a filosofia pelo sofrimento humano?
- Vale a pena viver?
- A arte deve ser agradável?
- O que nos dá melhor conhecimento do mundo: a ciência ou a arte?
- A arte liberta-nos?
- Há alguma relação entre o Belo e a Verdade?
- O que há de mau na liberdade?
- O que é ser autónomo?
- Hoje há menos valores que há 50 anos?
- Um incêndio pode ser belo?
- O conhecimento é uma construção ou uma descoberta?
- O triângulo foi descoberto ou inventado?
- O que é viver autenticamente?
- Os estereótipos são úteis?
- Há algo de verdadeiro nos estereótipos?
- O que é a virtude?
- O conhecimento leva-nos ao bem?
- Somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas?
- É bom ter uma educação académica?
- O que é fazer as coisas “à minha maneira”?
- Somos mais que uma pessoa ao longo da vida?
- Há diferença entre ser um indivíduo e ser uma pessoa?
- O que te define? (trabalho, família, nome, hobbies, etc.)
- És aquilo que fazes?
- O que é uma mente aberta?
- É difícil comunicar?
- Quais os limites da comunicação?
- É melhor pensar sozinho ou em grupo?
- Por que é que construímos fronteiras?
- As palavras criam mundos?
- A tecnologia impede a comunicação?
- Tendo em conta o sofrimento humano, é bom haver humanidade?
- Para quê revelar a nossa intimidade?
- Podemos pensar sem linguagem?
- Há coisas que não podem ser ditas?
- É mau revelar a nossa intimidade?
- Tendo em conta o sofrimento humano, é bom haver vida?
- O que salvavas de um incêndio no Louvre: um homem ou todas as obras de arte?
- O que é preciso para ser feliz?
- O que nos torna mais livres?
- Podemos forçar os homens a ser felizes?
- O que nos conduz à verdade?
- Seria bom podermos controlar totalmente o nosso destino?
- Seria bom ser eterno?
- Ser livre é fazer o que queremos?
- É possível ser totalmente feliz?
- Podemos ter a certeza de que existimos?
- Podemos enganar-nos quanto à nossa felicidade?
- O que dá valor à vida?
- O que há de mais fundamental?
- Podemos dizer tudo aquilo em que pensamos?
- O conhecimento espelha a realidade?
- A ignorância traz felicidade?
- O conhecimento traz felicidade?
- A felicidade é o principal fim do ser humano?
- A verdade conduz à felicidade?
- O que é ser feliz?
- O que é uma vida boa e como a podemos alcançar?
- O que faz com que a vida valha a pena ser vivida?
- Seria bom viver eternamente?
- Seria bom que a nossa vida se repetisse eternamente?
- A verdade é um ponto de vista?
- As coisas são verdadeiras?
- O que é a Verdade?
- O que nos faz felizes?
- A sabedoria conduz à felicidade?
- O prazer conduz à felicidade?
- A felicidade é alcançável?
- É preferível a verdade ou a felicidade?
- O que faz com que uma vida valha a pena ser vivida?
- Preferias viver só com a razão ou só com as emoções?
- O “bom” é o que dá prazer?
- A moral opõe-se ao emocional?
- É pior sofrer um mal ou infligi-lo?
- Seria bom termos tudo o que queremos?
- A filosofia é uma arte?
- A filosofia é uma ciência?
- Os animais sabem que existem?
- A filosofia conduz à verdade?
- Para que serve a filosofia?
- A filosofia conduz à liberdade?
- É legítimo acreditar em Deus sem provas?
- A vida é simples?
- O pensamento tem regras?
- Criamos as nossas próprias regras?
- Quem deve fazer as regras?
- O que é ser racional?
- O que é estar enganado?
- É possível sermos autênticos?
- A filosofia é subjectiva?
- A filosofia liberta-nos?
- As emoções libertam-nos?
- A razão liberta-nos?
- O que é a perfeição?
- A perfeição existe?
- Há seres humanos perfeitos?
- Por que são precisas regras?
- Quando é que precisamos de regras?
- Quando é permitido mentir?
- Quando devemos ser altruístas?
- Quando devemos ser egoístas?
- Quando é que devemos aceitar a autoridade?
- O que é viver bem?
- Quando é que a vida tem sentido?
- A morte é compatível com o sentido da vida?
- Como distinguir verdades de pontos de vista?
- Há verdade absolutas?
- Existem valores absolutos?
- Todos os valores são subjectivos?
- Um daltónico sabe o que é vermelho?
- Quando é que devemos ajudar os outros?
- O que fazer para nos tornarmos mais virtuosos?
- O que é ser responsável?
- Escolhemos o nosso futuro?
- Podemos justificar juízos de valor?
- Somos responsáveis pelo nosso futuro?
- O que é a amizade?
- Como nos podemos tornar seres humanos mais livres?
- Há conhecimentos filosófico?
- Podemos controlar o nosso destino?
- Quando é que o ressentimento é um sentimento bom?
- Por que é que a religião conduz à guerra?
- Há beleza sem seres humanos?
- Há beleza noutras galáxias?
- O belo existe?
- Onde está a beleza?
- A beleza é um sentimento?
- A beleza é uma ideia?
- O belo conhece-se?
- O belo pode ser feio?
- O que é a beleza?
- A cidade abre-nos horizontes?
- O conhecimento depende da experiência?
- O que é uma pessoa?
- Existem vários tipos de pessoas?
- Que tipos de pessoas há?
- A consciência liberta-nos?
-  A filosofia ensina-se?
- Podemos conhecer a realidade?
- Os homens são todos iguais?
- Há homens inferiores?
- Somos racionais?
- Queremos ser livres?
- Há conhecimento falso?
Eu existo?
- Existimos antes de nascer?
- Existimos depois de morrer?
- A arte perpetua-nos?
- É possível falar sobre nada?
- Obrigações são regras?
- Quem deve fazer as regras?
- Há regras sem castigos?
- O que é o óbvio?
- Os homens são máquinas?
- Os animais riem-se?
- Os homens são todos iguais?
- A morte é uma certeza?
- O que é uma vida com sentido
- É possível viver sem regras?
- Podemos viver sem leis?
- Devemos seguir sempre as regras?
- Quem deve governar?
- Os outros podem mandar em nós?
- Podemos mandar nos outros?
- Há homens inferiores?
- Podemos castigar quem nos faz mal?
- Que regras devemos seguir?
- Os instintos podem estar certos ou errados?
- Quando é que devemos ser egoístas?
- Quem pode ter liberdade?
- É sempre bom ter liberdade?
- O que é que nós temos para sermos seres com liberdade?
- Para que serve a liberdade?
- O mundo seria melhor se todos tivessemos liberdade total?
- Quanto custa a liberdade?
- A morte é o fim?
- A morte é a única certeza que temos na vida?
- Deus serve para alguma coisa?
- Deus existe?
- A natureza humana existe?
- Deus pode morrer?
- Existe vida para além da morte?
- Por que é que nos preocupamos com o passado?
- Por que é que nos preocupamos com o futuro?
- Quem somos agora determina quem vamos ser amanhã?
- Há mente sem ideias?
- Qual a diferença entre a ganância e a ambição?
- Por que existe o terrorismo?
- Por que é que os EUA são o principal alvo de terrorismo?
- O que é que os terroristas ganham com o terrorismo?
- A guerra é algo mau?
- Quando é que uma imagem vale mais do que mil palavras?
- Um criminoso é livre para não cometer um crime?
- É perigoso seguir regras?
- Como sabemos que regras seguir?
- Há beleza sem seres humanos?
- Qual o interesse em conhecer pessoas belas?
- Temos o direito de castigar quem nos faz mal?
- Há verdade na música?
- Podemos alguma vez ser cruéis?
- As vacas são brancas e pretas?
- A água é indispensável ao ser humano?
- A religião é uma filosofia?
- A vida precisa de um sentido?
- Pode o sentido da vida parecer sem sentido?
- Qual o poder dos sentidos sobre a vontade?
-O que é a beleza?
- A suma bondade é compatível com a punição da maldade?
- As sombras existem?
- Quando é que o silêncio é conflituoso?
- O que significa ter razão?
- Amamos o que é belo ou consideramos belo o que amamos?
- O que é a satisfação?
- O que é a insatisfação?
- A filosofia conduz-nos à verdade?
- A vida humana pode ter um preço?
- O que é a justiça?
- Para que servem os mortos?
- Os sentimentos são conhecimento?
- Só os seres humanos falam?
- Só os seres humanos conhecem?
- Podemos conhecer algo inconscientemente?
- É importante conhecermo-nos a nós mesmos?
- A certeza é a verdade?
- O óbvio é a verdade?
- Podemos ver uma coisa sem a ver?
- É importante conhecermos a verdade?
- O que é a vergonha?
- O que é a culpa?
- Podemos ter opiniões objectivas?
- Certeza é verdade?
- O futuro pode influenciar o passado?
- Posso sobreviver à morte do meu corpo?
- Quando devo perdoar?
- O que é a alienação?
- O que é a amizade?
- O que é ser amigo?
- Quando é que o meu eu-pessoal se opõe ao meu eu-social?
- O que é ser virtuoso?
- O que é a angústia?
- O que é uma pessoa?
- Seria bom se conhecessemos tudo?
- O que nos faz pensar?
- É possível ter a certeza de alguma coisa?
- É possível conhecer a verdade?
- O real é pensável?
- Toda a ignorância é igual?
- Devemos silenciar as opiniões erradas?
- O que é conhecer algo?
- Não provar a culpa prova a inocência?
- Quando é que devemos evitar a verdade?
- O que é a transparência?
- O que é a liberdade?
- As regras limitam a liberdade?
- Quem sou eu?
- O que é um “eu”?
- Uma criança que não fale é um “eu”?
- Quantos “eus” há?
- O que é que em mim é só meu?
- O que é que em mim é dos outros?
- Eu sou o meu corpo?
- Eu sou os meus pensamentos?
- Há verdade sem conhecimento?
- Há conhecimento sem verdade?
- Existem vários tipos de verdades?
- Existe verdade sem linguagem?
- Para que serve a verdade?
- É possível pensar sem qualquer referência à verdade?
- É possível pensar sem qualquer referência aos valores?
- Devemos confiar na nossa consciência?
- Devemos confiar nos nossos instintos?
- Podemos violar todas as leis?
- O presente é mais real do que o passado e o futuro?
- O óbvio é o verdadeiro?
- Os pensamentos podem doer?
- Se tudo tem um fim o que é que tem valor?
- Existe o nada?
- Pode ser legítimo matar?
- Há arte sem beleza?
- A beleza é importante para nós?
- Há verdade no erro?
- Podemos conhecer tudo o que há?
- O tempo é real?
- O amor é cultural?
- A vida vale a pena?
- A filosofia pode ser prática?
- O que é a filosofia?
- O outro é um limite à minha liberdade?
- Porque existe o mal?
- Existe o bem e o mal?
- A vida tem sentido sem Deus?
- Por que é que a vida ganha sentido com Deus?
- Somos livres?
- Perguntas filosóficas podem ter respostas empíricas?
- A filosofia depende da ambiguidade dos termos?
- Pode a filosofia morrer?
- Os conceitos podem ser bonitos?
- É possivel criar uma necessidade?
- É melhor filosofar sozinho ou acompanhado?
- O que é a beleza para um cego?
- Os homens são máquinas?
- O que é ser bom?
- Quando é que a segurança limita a liberdade?
- As regras limitam a minha liberdade?
- Um escravo pode ser livre?
- A filosofia opõe-se à vida?
- A filosofia conduz à felicidade?
- O objectivo da filosofia é a felicidade?
- O amor traz felicidade?
- A poesia pode ser filosofia?
- O homem descobre-se ou inventa-se?
- Em que é que filosofar se equipara a morrer?
- As ideias podem impedir-nos de pensar?
- A nossa personalidade impede-nos de pensar?
- A arte é uma linguagem?
 - As crianças sabem fazer filosofia?
- O “Penso logo existo” é necessáriamente verdadeiro?
- Sem ideias haveria beleza?
- A aparência influencia a maneira de ser?
- Somos todos filósofos?
- Quando é que a vida tem sentido?
- Qual a origem das ideias?
- O tempo existe independentemente de nós?
- As ideias são reais?
- Qual a realidade das ideias?
- As ideias reflectem a realidade?
- Existem verdades absolutas?
- Existem verdades morais?
- Existem unicórnios?
- Podemos ter a certeza que existimos?
- Podemos ter a certeza que o mundo existe?
- A Terra é ésférica?
- Os gostos discutem-se?
- Devo acreditar na minha mãe quando ela me diz que não posso ser filósofa?
- O que pensamos define-nos?
- A linguagem revela-nos o mundo?
- Temos acesso directo às nossas ideias?
- Somos a mesma pessoa desde que nascemos?
- A inconsciência de um louco torna-o livre?
- Onde é que as palavras se encontram com as coisas?
- A ciência mostra-nos a realidade?
- De que forma a imprecisão mental pode influenciar a solução de problemas?
- A verdade é a realidade?
- Conhecemos melhor através dos sentidos ou através das ideias?
- O que é o sentido da vida?
- Podíamos viver sem ideias?
- Podíamos viver só com as ideias dos outros?
- Devo obedecer sempre aos meus pais?
- Podemos ter ideias confusas?
- O que é uma ideia?
- Qual a origem das ideias?
- Ser livre é fazer tudo o que queremos?
- O outro favorece a minha liberdade?
- Para ser livre basta ser independente?
- A liberdade adquire-se?
- Podemos obedecer e ser livres?
- A liberdade é um estado de espírito?
- O que é a liberdade?
- A morte é um limite à liberdade?
- O estado é inimigo da liberdade?
- A arte liberta-nos?
- A arte pode impedir a nossa liberdade?
- Somos livres para mudar?
- O mundo é um obstáculo ou um veículo da nossa liberdade?
- O que é uma pessoa?
- Existem pessoas não humanas?

*nota final: algumas destas perguntas podem não ser consideradas ”perguntas filosóficas” uma vez que a sua resolução passa por uma investigação empírica. No entanto, como poderão verficar pela discussão para que remetem, mesmo perguntas como “A terra é esférica?” ou “As vacas são brancas e pretas?” servem para trabalhar as competências filosóficas dos alunos.

Vamos trabalhar nossas competências filosóficas?

Escolha quatro das perguntas filosóficas disponibilizadas anteriormente e tente respondê-las. Faça a atividade em dupla, ok!
Repita as perguntas escolhidas antes de realizar o comentário.
Não esqueça de identificar seu post com:

Nome completo, turma, Colégio Ser - Sorocaba.

Boas reflexões filosóficas!
Profª Marilia Coltri.

Disponível em http://filosofiacritica.wordpress.com/8-perguntas-filosoficas/. Acesso em 28/11/2012.