"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espítito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.















terça-feira, 9 de novembro de 2010

TENHA ORGULHO DOS SEUS HUMILDES ANTEPASSADOS

Mensagem aos que pesquisaram com carinho
"São as pessoas humildes que eu procuro,
O sal da Terra, por assim dizer,
Aqueles que domaram o solo bruto,
E fizeram nele as sementes florescer.

São estes que eu gosto de encontrar,
Quando mergulhada na estrada da genealogia.
E é apenas por orgulho que me deixo levar,
Refazendo seus passos para assim os imortalizar.

Aqueles que buscam o passado com sonhos de glória,
De encontrar heróis e ducados em cada história,
Não devem jamais se desapontar
Ainda que descobrirem que os humildes antepassados
Tinham somente as estrelas para contemplar."

G. McCoy
The Sunny Side of Genealogy,
Compiled by Fonda D. Baselt,
Genealogical Publishing C.,Baltimore, 1988, p.10
Tradução livre Lea S. Beraldo


"Ao buscarmos nossas raízes históricas mais próximas, por certo não vamos encontrar, salvo exceções, nobreza titulada com direito a brasões e heráldica. Se formos guiados pela sensibilidade, no entanto, certamente encontraremos muita nobreza de alma nessa sofrida gente, em sua maioria imigrantes, galhardos de coragem e de esperança. Muitos saíram de suas cidades ainda jovens, outros com suas famílias, filhos pequenos, aventurando-se numa viagem longa e cansativa, na ânsia de uma vida melhor. Partiram de estações de trem de todas as partes da Europa e Ásia. Deram o seu último adeus àquelas imponentes cidades, às quais não mais tornariam. Terras que viram o crescer e o desenrolar de suas vidas e de seus ancestrais por anos e anos. Era lá que estavam felizes e que ficariam sepultados." (BERALDO, 1999)

Soa o apito do navio e a dor da partida. Tomaso Di Savoia, Citta di Roma, Kasatu Maru, Ativita.

Bate uma certa dor em nossa alma, um aperto no peito e um nó na garganta. Quando lembramos nesse instante, perdidos em nossas parcas lembranças de tempos longínquos, corremos o risco de chegar às lágrimas. Como podemos ter saudade de tempos que não vivemos. Mas, quando buscamos informações dessa época, uma simples fotografia, um xale, um relógio de bolso cujos ponteiros certamente marcou as horas da partida ou uma caneta quebrada que por certo ajudou a escrever essa história que ora resgatamos, algo nos conforta. Estamos resgatando parte de nós que se perdeu no tempo, somos filhos, netos e bisnetos teimosos que refazemos os passos de nossos honrados antepassados, movidos pelo puro sentimento de amor, carinho e respeito.

"Certamente não os conhecemos, morreram antes de nosso nascimento." (op.cit) Você os conhece? Realmente és um ser privilegiado. Agradeça a Deus por isso e ouça, ouça todas as histórias, todos os causos, em todas as repetidas e incessantes vezes ela for contada. Grave-as para mostrar a seus filhos e netos. Não perca esses registros. Vivemos também de nossas lembranças, construímos assim nossa identidade.

Todos os objetos que guardamos, certamente não serão os únicos bens que herdamos. Há outros ainda mais preciosos que vocês deverão carregar consigo e que jamais ninguém haverá de roubá-los. Vossas lembranças. Essas serão eternas.


 Marilia Coltri
Inspirada por Lea S. Beraldo