"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espítito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.















sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A GÊNESE FILOSÓFICA

A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.

Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.

Atribui-se ao filósofo grego Pitágoras de Samos (que viveu no século V antes de Cristo) a invenção da palavra filosofia. Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos.

Dizia Pitágoras que três tipos de pessoas compareciam aos jogos olímpicos (a festa mais importante da Grécia): as que iam para comerciar durante os jogos, ali estando apenas para servir aos seus próprios interesses e sem preocupação com as disputas e os torneios; as que iam para competir, isto é, os atletas e artistas (pois, durante os jogos também havia competições artísticas: dança, poesia, música, teatro); e as que iam para contemplar os jogos e torneios, para avaliar o desempenho e julgar o valor dos que ali se apresentavam. Esse terceiro tipo de pessoa, dizia Pitágoras, é como o filósofo.

Com isso, Pitágoras queria dizer que o filósofo não é movido por interesses comerciais - não coloca o saber como propriedade sua, como uma coisa para ser comprada e vendida no mercado; também não é movido pelo desejo de competir - não faz das ideias e dos conhecimentos uma habilidade para vencer competidores ou “atletas intelectuais”; mas é movido pelo desejo de observar, contemplar, julgar e avaliar as coisas, as ações, a vida: em resumo, pelo desejo de saber. A verdade não pertence a ninguém, ela é o que buscamos e que está diante de nós para ser contemplada e vista, se tivermos olhos (do espírito) para vê-la.

A Filosofia é grega

A Filosofia, entendida como aspiração ao conhecimento racional, lógico e sistemático da realidade natural e humana, da origem e causas do mundo e de suas transformações, da origem e causas das ações humanas e do próprio pensamento, é um fato tipicamente grego.

Evidentemente, isso não quer dizer, de modo algum, que outros povos, tão antigos quanto os gregos, como os chineses, os hindus, os japoneses, os árabes, os persas, os hebreus, os africanos ou os índios da América não possuam sabedoria, pois possuíam e possuem. Também não quer dizer que todos esses povos não tivessem desenvolvido o pensamento e formas de conhecimento da Natureza e dos seres humanos, pois desenvolveram e desenvolvem.

Quando se diz que a Filosofia é um fato grego, o que se quer dizer é que ela possui certas características, apresenta certas formas de pensar e de exprimir os pensamentos, estabelece certas concepções sobre o que sejam a realidade, o pensamento, a ação, as técnicas, que são completamente diferentes das características desenvolvidas por outros povos e outras culturas.

Vejamos um exemplo. Os chineses desenvolveram um pensamento muito profundo sobre a existência de coisas, seres e ações contrários ou opostos, que formam a realidade. Deram às oposições o nome de dois princípios: Yin e Yang. Yin é o princípio feminino passivo na Natureza, representado pela escuridão, o frio e a umidade; Yang é o princípio masculino ativo na Natureza, representado pela luz, o calor e o seco. Os dois princípios se combinam e formam todas as coisas, que, por isso, são feitas de contrários ou de oposições. O mundo, portanto, é feito da atividade masculina e da passividade feminina.

Tomemos agora um filósofo grego, por exemplo, o próprio Pitágoras. Que diz ele? Que a Natureza é feita de um sistema de relações ou de proporções matemáticas produzidas a partir da unidade (o número 1 e o ponto), da oposição entre os números pares e ímpares, e da combinação entre as superfícies e os volumes (as figuras geométricas), de tal modo que essas proporções e combinações aparecem para nossos órgãos dos sentidos sob a forma de qualidades contrárias: quente-frio, seco-úmido, áspero-liso, claro-escuro, grande-pequeno, doce-amargo, duro-mole, etc. Para Pitágoras, o pensamento alcança a realidade em sua estrutura matemática, enquanto nossos sentidos ou nossa percepção alcançam o modo como a estrutura matemática da Natureza aparece para nós, isto é, sob a forma de qualidades opostas.

Qual a diferença entre o pensamento chinês e o do filósofo grego?

O pensamento chinês toma duas características (masculino e feminino) existentes em alguns seres (os animais e os humanos) e considera que o Universo inteiro é feito da oposição entre qualidades atribuídas a dois sexos diferentes, de sorte que o mundo é organizado pelo princípio da sexualidade animal ou humana.

O pensamento de Pitágoras apanha a Natureza numa generalidade muito mais ampla do que a sexualidade própria a alguns seres da Natureza, e faz distinção entre as qualidades sensoriais que nos aparecem e a estrutura invisível da Natureza, que, para ele, é de tipo matemático e alcançada apenas pelo intelecto, ou inteligência.

São diferenças desse tipo, além de muitas outras, que nos levam a dizer que existe uma sabedoria chinesa, uma sabedoria hindu, uma sabedoria dos índios, mas não há filosofia chinesa, filosofia hindu ou filosofia indígena.

Em outras palavras, Filosofia é um modo de pensar e exprimir os pensamentos que surgiu especificamente com os gregos e que, por razões históricas e políticas, tornou-se, depois, o modo de pensar e de se exprimir predominante da chamada cultura europeia ocidental da qual, em decorrência da colonização portuguesa do Brasil, nós também participamos.

Através da Filosofia, os gregos instituíram para o Ocidente europeu as bases e os princípios fundamentais do que chamamos razão, racionalidade, ciência, ética, política, técnica, arte.

Aliás, basta observarmos que palavras como lógica, técnica, ética, política, monarquia, anarquia, democracia, física, diálogo, biologia, cronologia, gênese, genealogia, cirurgia, ortopedia, pedagogia, farmácia, entre muitas outras, são palavras gregas, para percebermos a influência decisiva e predominante da Filosofia grega sobre a formação do pensamento e das instituições das sociedades europeias ocidentais.

É por isso que, em decorrência do predomínio da economia capitalista criada pelo Ocidente e que impõe um certo tipo de desenvolvimento das ciências e das técnicas, falamos, por exemplo, em “ocidentalização dos chineses”, “ocidentalização dos árabes”, etc. Com isso queremos significar que modos de pensar e de agir, criados no Ocidente pela Filosofia grega, foram incorporados até mesmo por culturas e sociedades muito diferentes daquela onde nasceu a Filosofia.

É pelo mesmo motivo que falamos em “orientalismos” e “orientalistas” para indicar pessoas que buscam no budismo, no confucionismo, no Yin e no Yang, nos mantras, nas pirâmides, nas auras, nas pedras e cristais maneiras de pensar e de explicar a realidade, a Natureza, a vida e as ações humanas que não são próprias ou específicas do Ocidente, isto é, são diferentes do padrão de pensamento e de explicação que foram criados pelos gregos a partir do século VII antes de Cristo, época em que nasce a Filosofia.

O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu

Por causa da colonização europeia das Américas, nós também fazemos parte - ainda que de modo inferiorizado e colonizado - do Ocidente europeu e assim também somos herdeiros do legado que a Filosofia grega deixou para o pensamento ocidental europeu.

Desse legado, podemos destacar como principais contribuições as seguintes:

● A ideia de que a Natureza opera obedecendo a leis e princípios necessários e universais, isto é, os mesmos em toda a parte e em todos os tempos. Assim, por exemplo, graças aos gregos, no século XVII da nossa era, o filósofo inglês Isaac Newton estabeleceu a lei da gravitação universal de todos os corpos da Natureza.

A lei da gravitação afirma que todo corpo, quando sofre a ação de um outro, produz uma reação igual e contrária, que pode ser calculada usando como elementos do cálculo a massa do corpo afetado, a velocidade e o tempo com que a ação e a reação se deram.

Essa lei é necessária, isto é, nenhum corpo do Universo escapa dela e pode funcionar de outra maneira que não desta; e esta lei é universal, isto é, válida para todos os corpos em todos os tempos e lugares.

Um outro exemplo: as leis geométricas do triângulo ou do círculo, conforme demonstraram os filósofos gregos, são universais e necessárias, isto é, seja em Tóquio em 1993, em Copenhague em 1970, em Lisboa em 1810, em São Paulo em 1792, em Moçambique em 1661, ou em Nova York em 1975, as leis do triângulo ou do círculo são necessariamente as mesmas.

● A ideia de que as leis necessárias e universais da Natureza podem ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento, isto é, não são conhecimentos misteriosos e secretos, que precisariam ser revelados por divindades, mas são conhecimentos que o pensamento humano, por sua própria força e capacidade, pode alcançar.

● A ideia de que nosso pensamento também opera obedecendo a leis, regras e normas universais e necessárias, segundo as quais podemos distinguir o verdadeiro do falso. Em outras palavras, a idéia de que o nosso pensamento é lógico ou segue leis lógicas de funcionamento.

Nosso pensamento diferencia uma afirmação de uma negação porque, na afirmação, atribuímos alguma coisa a outra coisa (quando afirmamos que “Sócrates é um ser humano”, atribuímos humanidade a Sócrates) e, na negação, retiramos alguma coisa de outra (quando dizemos “este caderno não é verde”, estamos retirando do caderno a cor verde).

Nosso pensamento distingue quando uma afirmação é verdadeira ou falsa. Se alguém apresentar o seguinte raciocínio: “Todos os homens são mortais. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal”, diremos que a afirmação “Sócrates é mortal” é verdadeira, porque foi concluída de outras afirmações que já sabemos serem verdadeiras.

● A ideia de que as práticas humanas, isto é, a ação moral, a política, as técnicas e as artes dependem da vontade livre, da deliberação e da discussão, da nossa escolha passional (ou emocional) ou racional, de nossas preferências, segundo certos valores e padrões, que foram estabelecidos pelos próprios seres humanos e não por imposições misteriosas e incompreensíveis, que lhes teriam sido feitas por forças secretas, invisíveis, sejam elas divinas ou naturais, e impossíveis de serem conhecidas.

● A ideia de que os acontecimentos naturais e humanos são necessários, porque obedecem a leis naturais ou da natureza humana, mas também podem ser contingentes ou acidentais, quando dependem das escolhas e deliberações dos homens, em condições determinadas.

Dessa forma, uma pedra cai porque seu peso, por uma lei natural, exige que ela caia natural e necessariamente; um ser humano anda porque as leis anatômicas e fisiológicas que regem o seu corpo fazem com que ele tenha os meios necessários para a locomoção.

No entanto, se uma pedra, ao cair, atingir a cabeça de um passante, esse acontecimento é contingente ou acidental. Por quê? Porque, se o passante não estivesse andando por ali naquela hora, a pedra não o atingiria. Assim, a queda da pedra é necessária e o andar de um ser humano é necessário, mas que uma pedra caia sobre minha cabeça quando ando é inteiramente contingente ou acidental.

Todavia, é muito diferente a situação das ações humanas. É verdade que é por uma necessidade natural ou por uma lei da Natureza que ando. Mas é por deliberação voluntária que ando para ir à escola em vez de andar para ir ao cinema, por exemplo. É verdade que é por uma lei necessária da Natureza que os corpos pesados caem, mas é por uma deliberação humana e por uma escolha voluntária que fabrico uma bomba, a coloco num avião e a faço despencar sobre Hiroshima.

Um dos legados mais importantes da Filosofia grega é, portanto, essa diferença entre o necessário e o contingente, pois ela nos permite evitar o fatalismo - “tudo é necessário, temos que nos conformar e nos resignar” -, mas também evitar a ilusão de que podemos tudo quanto quisermos, se alguma força extranatural ou sobrenatural nos ajudar, pois a Natureza segue leis necessárias que podemos conhecer e nem tudo é possível por mais que o queiramos.

● A ideia de que os seres humanos, por Natureza, aspiram ao conhecimento verdadeiro, à felicidade, à justiça, isto é, que os seres humanos não vivem nem agem cegamente, mas criam valores pelo quais dão sentido às suas vidas e às suas ações.

A Filosofia surge, portanto, quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos e as coisas da Natureza, os acontecimentos e as ações humanas podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer-se a si mesma.

Em suma, a Filosofia surge quando se descobriu que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades a alguns escolhidos, mas que, ao contrário, podia ser conhecida por todos, através da razão, que é a mesma em todos; quando se descobriu que tal conhecimento depende do uso correto da razão ou do pensamento e que, além da verdade poder ser conhecida por todos, podia, pelo mesmo motivo, ser ensinada ou transmitida a todos.

CHAUÍ, Marilena. O Surgimento da Filosofia in Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

39 comentários:

  1. “Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.”
    (Marilena Chaui)
    Deixem seus comentários, todos serão devidamente avaliados e pontuados.
    Profº Marilia Coltri

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  2. Com base no texto, chegamos a conclusão que Filosofia é: a razão entre o pensar como um só ser, e o pensar em uma sociedade. Não em busca da verdade pessoal e sim, de como deve ser sua atitude no convívio diário.É saber que as consequências são derivadas de um ato feito por uma razão.

    Carolina Gil e Bárbara Arenas, 3º ano.

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  3. Professora Marília, nós adoramos o texto, pois podemos compreender melhor a importância do significado da Filosofia no nosso cotidiano.
    Apesar da Filosofia ser uma palavra de origem grega, o desenvolvimento do pensamento não foi restrito apenas a eles e sim a diversos povos, como os chineses.
    Assim, a Filosofia nos ajuda a entender o surgimento e o desenvolvimento da raça humana, a crição de leis e principalmente a explicação da razão.
    Maria Carolina e Rebeca - 3EM

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  4. em todo o texto a autora descreve a filosofia como o saber, o querer saber, o amar saber. Só que em um determinado trecho do texto ela diz que a sabedoria de outros povos como hindus e africanos não são classificados como filosofia, somente o saber grego é a filosofia. Penso entao se entendi errado o texto ou o que ele quis dizer com filosofia, pois achei essa parte equivocada.

    Raíssa Bertasi - 3º Em.

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  5. Podemos concluir que várias pessoas no mundo hoje filosofam. Tudo o que fazemos envolve a filosofia, como vimos no texto, a filosofia engloba quase todas as ações necessárias e não necessárias... A grande questão é, se tudo o que fazemos envolve a filosofia, porque então não filosofar sobre tudo e transformar o mundo em um lugar melhor e decente?

    Camila e Amanda 3º EM

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  6. Achei muito interessante o texto, por que é possivel compreender nele, que a Filosofia é abrangente, pois não se restringe apenas a fatos hitóricos e sim a origem e o desenvolvimento da vida, através da matemática, da arte, da ética entre outros.

    Isabela Gonzales 3º EM

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  7. Nicole de Castro Silva22 de fevereiro de 2011 10:19

    Compreendi a visão da autora sobre a filosofia, como uma busca do saber, amar o saber, etc. Acho que a sabedoria é essencial para os seres humanos, mas não acho que a humanidade vem utilizando essa sabedoria a favor dela.

    Nicole de Castro Silva 3ºEM

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  8. Acredito que todos deveriam ter acesso ao conhecimento filosófico, mas não de forma acadêmica, obrigatória. Acho que a conscientização e o interesse para com essa arte, com esse conhecimento seja de extrema importância para a reflexão sobre o que acontece ao nosso redor com o pensamento mais claro e não tão direto.

    Sabemos que sem as iniciativas de Pitágoras e inúmeros filósofos não teríamos tanto conhecimento como temos hoje. Porém, ao longo dos anos, uma boa parte das pessoas tem esquecido ou não se importam mais com a Filosofia. Geralmente ela é tomada como enormes textos de pessoas que viveram há anos e anos atrás e que, como nós já passamos por essa fase inicial de contato com a Filosofia, ela não é mais importante. Mas poucas dessas que ignoram se informar sobre ela sabem que esse conhecimento não é só importante para conhecimento geral, mas também para reflexão e criação de conceitos.

    O texto em si é bastante interessante e claro, de forma que é possível entender com facilidade os princípios da Filosofia.

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  9. Realmente, Marília, o texto retrata de maneira bastante lúcida alguns conceitos imprescindíveis para a compreensão da filosofia. Dos pensamentos gregos remotos às discussões contemporâneas, alguns temas mudaram, isto é inegável; contudo, o formato tradicionalmente empírico da análise crítica permanece quase inalterado.

    Cabe a nós inserir na receita filosófica assuntos não só de ordem universal e atemporal -a exemplo da ética humana-, mas também levarmos em conta fatos políticos, culturais e econômicos que influenciam o funcionamento da máquina social.

    Sem mais,

    Victor Saker e Valter Nicolau - 3º E.M.

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  10. Achei muito interessante o texto, por que possibilita o entendimento da filosofia, os pensamentos que são propostos, principalmente a vida humana e como ela foi se desenvolvendo ao passar dos anos, e não também só do passado, mas do cotidiano das pessoas atualmente. Danilo Joia 3ºEM

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  11. com base no texto, podemos perceber que a filosofia do ser humano tem em base, o cotidiano do determinado filósofo e também podemos perceber uma profunda reflexão da natureza a sua volta, com base de como ele escreve.

    Tiago Gouvêa 9 ano Mauricio de Sousa (Ser)

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  12. A filosofia é importante para nos fazer pensar em quem somos e no que podemos contribuir para a melhoria da humanidade, todos os povos tem sua sabedoria, mas a filosofia é grega devido a formas de pensar e exprimir os pensamentos.

    Gabriel K. Pineda 9º ano Clarice Lispector

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  13. A filosofia, algo tão pouco apreciado pelos jovens, e o motivo para isso é simple: PENSAR. O jovem da sociedade contemporânea não quer pensar, muito menos refletir, e dizer que nosso futuro está nas mãos dos jovens, me preocupa muito.
    A filosofia não busca o sentido da vida, pois esta tem sentido, mas é impossível descrevê-lo ou compreende-lo, a filosofia busca o sentido do que compõe a vida, mas isto é dificílimo, pois há coisas em nossas vidas que são de uma complexidade extrema, que poucos filosofos conseguiram explicar. Como a guerra, poucos filósofos conseguiram achar o sentido da guerra, um deles foi o meu queridíssimo Jean Paul Sartre: " O inferno são os outros", ou também " Somente o mal pode vencer o mal".
    Bem a filosofia buscar explicações do que os humanos têm medo de entender.

    Tomás Moron Conte 1°ano Verde

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  14. Com base no texto, é possível concluir que a filosofia é uma forma de conhecimento que tenta comprovar certos fatos,ocorridos naturalmente ou realizadas pelo homem, através do uso da razão como base para as suas teorias. Que diferentemente de outras culturas procura explicar determinado fato através da experimentação.
    Chega-se a concluir também que muitos dos ideais hoje existentes foram elaborados na Grécia, o berço da filosofia.
    Enfim, a filosofia, nada mais é do que uma forma lógica de ver o mundo, pois tudo depende de um ponto de vista.

    Guilherme Shoiti Yoshimatsu Giardini 1ºano vermelho

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  15. A filosofia é muito importante para sabermos quem somos, qual nossa origem e como podemos contribuir para a melhoria da humanidade, e pensar que alguns mesmo sabendo não dão valor à ela. Quando pensamos que o futuro está na vida de jovens que nem os de hoje que não ligam pra nada pensamos o que será do futuro da humanidade ... com o texto podemos perceber que filosofia é uma forma diferente de ver o mundo.
    Nataly Christy Martin, 1º Verde

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  16. Com o texto podemos '' clarear '' nossas ideias quando o assunto é Filosofia , sua origem , pensamentos dos filósofos , podendo assim ja dar uma maior introdução em nossos estudos com mais conhecimento sobre ela .
    Nathalia S. 1º ano Vermelho

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  17. Lendo o texto podemos realmente esclarecer em nossas mentes o que é Filosofia.. Alguns vêem apenas como uma máteria escolar, outros adotam como uma forma de pensar e agir pro resto da vida.
    Filósofos aparecem com o tempo. O prazer de saber em alguns vem desde pequeno, e em outros, se desenvolve durante a vida.
    Enfim, a busca pelo saber não é apenas uma matéria.

    Fernanda Scareli 1° ano Vermelho

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  18. A filosofia é muito importante, pois ela é tudo para nós. Ela é o pensar, o saber. Como disse o Tomás, filosofia, é algo tão pouco apreciado pelos jovens, pois exige a capacidade de pensar. Por que não pensar? Pois dá preguiça, porque estamos na fase onde tudo é facil, mas quando crescemos percebemos que o pensar é algo maior do que imaginamos e está presente em tudo. Muito o texto!
    Isabella Colombini, 1º Tesla

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  19. Com o texto lido concluímos que filosofia é o saber, são formas de pensar que não é necessário que todos concordam . essa é a logica de filosofia um pensar diferente o qual nos abre um nome ponto de vista e nos faz pensar na vida em diversas formas . filosofia é importante pois não são somente palavras , é poder também tanto que se quisermos pode até mudar o mundo .

    Isa Ravacci 1 VERMELHO (SER)

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  20. Pelo o que nos mostra o texto a filosofia serve para nos ajudar na compreenção da nossa realidade como por exemplo o que nós podemos fazer para contribuir com o futuro.
    A filosofia tem um significado muito amplo e é importante lembrar que a filosofia depende de um ponto de vista.

    Beatriz Estefani dos Santo e Thaís Lacerda Campagnolo. 1°Vermelho

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. No meu ponto de vista o texto diz que a filosofia nos ajuda a compreender a nossa história, origem e a nos compreender e refletir sobre a vida e tudo mais por diferentes meios e pontos de vista.

    Natali Vitória - 1º EM Vermelho

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  23. Esse texto é muito legal, e interessante, fazendo com que vc tenha que oensar em sua vida e tando outros pontos de vista sobre ela.

    Bruno Valio 1°EM Newton

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  24. Esse texto pode nos proporcionar mais conhecimento e sabedoria quando o assunto for fisolofia e sua utilidade no nosso dia dia.
    Felipe Mendes 1vermelho

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  25. A filosofia esta presente em todas as áreas do conhecimento humano, visto que esta consiste na pratica do desenvolvimento de analises acerca de todos os assuntos pertinentes a nossa existência. Analisando a formação da palavra concluímos que esta é o puro amor ao conhecimento servindo como base para o desenvolvimento de todas as outras áreas, desde história até o estudo da física o inicio se da pela sede pelo conhecimento.

    Leonardo R e Renata R. 3 Em

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  26. Leia atentamente o trecho a seguir:
    "[...] da oposição entre os números pares e ímpares, e da combinação entre as superfícies e os volumes (as figuras geométricas), de tal modo que essas proporções e combinações aparecem para nossos órgãos dos sentidos sob a forma de qualidades contrárias: quente-frio, seco-úmido, áspero-liso, claro-escuro, grande-pequeno, doce-amargo, duro-mole, etc." Partindo do pressuposto de que a natureza é o fruto da oposição, da somatória dos contrários, defina:
    O que é o frio, dentro da concepção dialética da filosofia?
    O que é a morte, a escuridão e a fome?

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  27. Devido a sua origem grega, a filosofia tem influência das epopeias homéricas, que contribuiram com sua racionalidade.
    Hoje, a filosofia está presente até mesmo nos momentos mais comuns do nosso cotidiano. Ela é a base de nossos pensamentos, a razão de nossos atos e, consequentemente, é ela quem desencadeia nossas consequências. Pode-se ver ainda sua importância na formação da ética dos jovens, estando ela presente na grade curricular escolar.
    Logo, é a filosofia que guia a sociedade através dos séculos, desvendando novas perspectivas.

    Giovanna Cavalcante e Crystal Pannunzio, 3ºEM 2012.

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  28. Muito Bom o Texto, pois atraves dele pode-se compreender o verdadeiro significado de filosofia, verdadeiro significado da pessoa que sabe o que é filosofia, que por sua vez esta presente em diversos campos da nossa sociedade , desde a historia a até campos cientificos.

    André Nogueira 3ºEM

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  29. o frio pode ser interpretado como o mundo sem um olhar filosofico assolado pela escuridão da ignorancia deixando aqueles que ainda buscam o conhecimentos famintos e a morte do saber

    Leonardo R. e Renata R 3 Em

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  30. de fato, o pensamento filosófico sofreu algumas transformções ao longo dos anos. Os embasamentos, tanto dialéticos quando científicos e empíricos mudaram, de certa forma, conceitualmente falando. Mas a essência continua a mesma. Dessa forma, podemos dizer que o frio é nada mais do que a ausência de calor, ou seja, tendo como base o Sol, podemos dizer que seu calor representa a sabedoria e a essência da filosofia. O frio é o oposto disso. Já a morte representa a própria morte e da filosofia como um todo. A morte, a escuridão e a fome representa a morte de todo o conceito filosófico, da sabedoria e do saber.
    Renan P e Saulo M - 3 ano

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  31. Dentro da filosofia, não existe o conceito de frio. Existe a ausência de calor, bem como não existe a maldade, e sim a ausência de bondade. A escuridão é a ausência de luz, a morte , a ausência de vida, e a fome, a ausência de comida.
    Logo, podemos concluir que é uma união dos opostos, um não exite sem o outro.

    Giovanna Gagliardi e Emily , 3º EM - 2012

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  32. PhilosSophia. "Amar o Saber"
    Os Filósofos, são grandes pensadores, que buscam acima de tudo o conhecimento. São como Artistas que buscam a obra perfeita.
    A Filosofia, é a busca pelo conhecimento, é o tentar entender a vida. A Filosofia é a Arte, é a obra como um todo. São os métodos as formas, as ideias para a busca do conhecimento.

    Sobre a dialética filosófica podemos citar o Cientista e Filosofo Albert Einstein. Que dizia que não existe o frio há apenas a ausência de calor. Da mesma forma que não existe escuridão, há escuridão é a ausência de luz.

    Podemos assim concluir que os Opostos se completam, e um não existe sem outro, não há concepção de bem sem mal, assim para que o Ying exista precisamos do Yang e a recíproca é verdadeira.

    João Vítor e Victor Hugo, 3 Médio- Ser.

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  33. Dentro de uma visão filosófica, o frio é o determinante da sensação do calor pois, sem ele, este não poderia ser definido.
    A escuridão é a ausência de luz. Logo, sem esta, a primeira não poderia 'existir'.
    A morte é a principal motivação da vida. É o que nos traz o Carpe Diem, é no que se baseiam todos os nossos atos.
    A fome nada mais é que o indicador da insaciação.
    Segundo o princípio do Yin e Yang, tudo que é contraditória é também complementar, assim contribuindo para o equilíbrio universal.

    Giovanna Cavalcante e Crystal Pannunzio, 3º EM 2012

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  34. o Frio poderia ser entendido algo como um mundo sem o conhecimento filosofico, algo compreendido como ignorância , a morete por saber.
    Andre Nogueira 3ºEM

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  35. João Francisco de Almeida Barbosa 3ºEM colegio SER!3 de abril de 2012 09:22

    O texto nos diz que a filosofia nos ajuda a refletir sobre a nossa origem, nossa história e sobre o mundo, mas lembrando que sempre dependo do ponto de vista.
    O frio seria o principio feminino na natureza representado pelo Yin (para os chineses).

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  36. Lucas Dutra ; Nicolas Martorell 3ºEm3 de abril de 2012 09:24

    Pela filosofia diz que tudo possue um lado contrario do frio e quente, logo o frio seria algo uma maneira de manter esse equilibrio, seria os dois lados da mesma moeda.
    A morte seia o oposto da vida, é a passagem para um mundo além e manter uma certa estabilidade na vida, ja a escuridão ele é o medo humano o que nos ainda não sabemos a nossa curiosidade e ao mesmo tempo temores, fome é necessidade de um algo mais.

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  37. Sendo nossa visão de mundo baseada na oposição (somatória dos contrários), então “frio” é mais do que temperatura abaixo da do nosso corpo, que nos faz doente em certas situações. “Frio” seria aquilo que , simplesmente, de maneira rude, não é quente; é o contrário daquilo que nos conforta (quente, morno), logo se associa uma pessoa “fria” aquela que não acolhe o outro .
    Portanto, a morte é a falta da vida, a escuridão a ausência de luz, e a fome nosso aviso da falta algo.

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  38. Filosofia está presente em tudo em nosso dia-a-dia, como conhecimentos já estudados(empírico,ciêntifico,teológio, e filosófico).
    A morte, escuridão e o frio estão relacionados diretamente como se fossem a ignorância(morte), distânciamento(escuridão) e conhecimento(a fome).
    Em síntese podemos levar em consideração os direitos humanos, para que todos poderem ter sua opinião e sua predisposição ao novo, desconhecido.

    Gabriela, Larissa e Thaluane - 3º EM

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  39. A filosofia do Yin e do Yang, origina-se do Xintoísmo e do Taoísmo, filosofias antigas do Japão, que deixaram de influenciar a conduta do povo japonês de maneira mais incisiva, após a abertura religiosa, proporcionada pelo príncipe Akihito, filho do Imperador Hiroíto, em virtude da derrota na 2º Guerra Mundial. Entretanto, a filosofia continua presente no modus operandi do povo japonês, principalmente no tocante a ética e a moral.
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    Profª Marilia Coltri.

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