"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espítito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.















terça-feira, 17 de maio de 2011

Principais períodos da história da Filosofia

A Filosofia na História
Como todas as outras criações e instituições humanas, a Filosofia está na História e tem uma história. Está na História: a Filosofia manifesta e exprime os problemas e as questões que, em cada época de uma sociedade, os homens colocam para si mesmos, diante do que é novo e ainda não foi compreendido. A Filosofia procura enfrentar essa novidade, oferecendo caminhos, respostas e, sobretudo, propondo novas perguntas, num diálogo permanente com a sociedade e a cultura de seu tempo, do qual ela faz parte. Tem uma história: as respostas, as soluções e as novas perguntas que os filósofos de uma época oferecem tornam-se saberes adquiridos que outros filósofos prosseguem ou, freqüentemente, tornam-se novos problemas que outros filósofos tentam resolver, seja aproveitando o passado filosófico, seja criticando-o e refutando-o. Além disso, as transformações nos modos de conhecer podem ampliar os campos de investigação da Filosofia, fazendo surgir novas disciplinas filosóficas, como também podem diminuir esses campos, porque alguns de seus conhecimentos podem desligar-se dela e formar disciplinas separadas. Assim, por exemplo, a Filosofia teve seu campo de atividade aumentado quando, no século XVIII, surge a filosofia da arte ou estética; no século XIX, a filosofia da história; no século XX, a filosofia das ciências ou epistemologia, e a filosofia da linguagem. Por outro lado, o campo da Filosofia diminuiu quando as ciências particulares que dela faziam parte foram-se desligando para constituir suas próprias esferas de investigação. É o que acontece, por exemplo, no século XVIII, quando se desligam da Filosofia a biologia, a física e a química; e, no século XX, as chamadas ciências humanas (psicologia, antropologia, história). Pelo fato de estar na História e ter uma história, a Filosofia costuma ser apresentada em grandes períodos que acompanham, às vezes de maneira mais próxima, às vezes de maneira mais distante, os períodos em que os historiadores dividem a História da sociedade ocidental.

Os principais períodos da Filosofia

Filosofia antiga (do século VI a.C. ao século VI d.C.)
Compreende os quatro grandes períodos da Filosofia greco-romana, indo dos pré-socráticos aos grandes sistemas do período helenístico, mencionados no capítulo anterior.

Filosofia patrística (do século I ao século VII)
Inicia-se com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João e termina no século VIII, quando teve início a Filosofia medieval. A patrística resultou do esforço feito pelos dois apóstolos intelectuais (Paulo e João) e pelos primeiros Padres da Igreja para conciliar a nova religião - o Cristianismo - com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, pois somente com tal conciliação seria possível convencer os pagãos da nova verdade e convertê-los a ela. A Filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos. Divide-se em patrística grega (ligada à Igreja de Bizâncio) e patrística latina (ligada à Igreja de Roma) e seus nomes mais importantes foram: Justino, Tertuliano, Atenágoras, Orígenes, Clemente, Eusébio, Santo Ambrósio, São Gregório Nazianzo, São João Crisóstomo, Isidoro de Sevilha, Santo Agostinho, Beda e Boécio. A patrística foi obrigada a introduzir ideias desconhecidas para os filósofos greco-romanos: a ideia de criação do mundo, de pecado original, de Deus como trindade una, de encarnação e morte de Deus, de juízo final ou de fim dos tempos e ressurreição dos mortos, etc. Precisou também explicar como o mal pode existir no mundo, já que tudo foi criado por Deus, que é pura perfeição e bondade. Introduziu, sobretudo com Santo Agostinho e Boécio, a ideia de “homem interior”, isto é, da consciência moral e do livre-arbítrio, pelo qual o homem se torna responsável pela existência do mal no mundo. Para impor as ideias cristãs, os Padres da Igreja as transformaram em verdades reveladas por Deus (através da Bíblia e dos santos) que, por serem decretos divinos, seriam dogmas, isto é, irrefutáveis e inquestionáveis. Com isso, surge uma distinção, desconhecida pelos antigos, entre verdades reveladas ou da fé e verdades da razão ou humanas, isto é, entre verdades sobrenaturais e verdades naturais, as primeiras introduzindo a noção de conhecimento recebido por uma graça divina, superior ao simples conhecimento racional. Dessa forma, o grande tema de toda a Filosofia patrística é o da possibilidade de conciliar razão e fé, e, a esse respeito, havia três posições principais:

1. Os que julgavam fé e razão irreconciliáveis e a fé superior à razão (diziam eles: “Creio porque absurdo”).
2. Os que julgavam fé e razão conciliáveis, mas subordinavam a razão à fé (diziam eles: “Creio para compreender”).
3. Os que julgavam razão e fé irreconciliáveis, mas afirmavam que cada uma delas tem seu campo próprio de conhecimento e não devem misturar-se (a razão se refere a tudo o que concerne à vida temporal dos homens no mundo; a fé, a tudo o que se refere à salvação da alma e à vida eterna futura).

Filosofia medieval (do século VIII ao século XIV)
Abrange pensadores europeus, árabes e judeus. É o período em que a Igreja Romana dominava a Europa, ungia e coroava reis, organizava Cruzadas à Terra Santa e criava, à volta das catedrais, as primeiras universidades ou escolas. E, a partir do século XII, por ter sido ensinada nas escolas, a Filosofia medieval também é conhecida com o nome de Escolástica.
A Filosofia medieval teve como influências principais Platão e Aristóteles, embora o Platão que os medievais conhecessem fosse o neoplatônico (vindo da Filosofia de Plotino, do século VI d.C.), e o Aristóteles que conhecessem fosse aquele conservado e traduzido pelos árabes, particularmente Avicena e Averróis. Conservando e discutindo os mesmos problemas que a patrística, a Filosofia medieval acrescentou outros - particularmente um, conhecido com o nome de Problema dos Universais - e, além de Platão e Aristóteles, sofreu uma grande influência das ideias de Santo Agostinho. Durante esse período surge propriamente a Filosofia cristã, que é, na verdade, a teologia. Um de seus temas mais constantes são as provas da existência de Deus e da alma, isto é, demonstrações racionais da existência do infinito criador e do espírito humano imortal.
A diferença e separação entre infinito (Deus) e finito (homem, mundo), a diferença entre razão e fé (a primeira deve subordinar-se à segunda), a diferença e separação entre corpo (matéria) e alma (espírito), O Universo como uma hierarquia de seres, onde os superiores dominam e governam os inferiores (Deus, arcanjos, anjos, alma, corpo, animais, vegetais, minerais), a subordinação do poder temporal dos reis e barões ao poder espiritual de papas e bispos: eis os grandes temas da Filosofia medieval.
Outra característica marcante da Escolástica foi o método por ela inventado para expor as ideias filosóficas, conhecida como disputa: apresentava-se uma tese e esta devia ser ou refutada ou defendida por argumentos tirados da Bíblia, de Aristóteles, de Platão ou de outros Padres da Igreja.
Assim, uma ideia era considerada uma tese verdadeira ou falsa dependendo da força e da qualidade dos argumentos encontrados nos vários autores. Por causa desse método de disputa - teses, refutações, defesas, respostas, conclusões baseadas em escritos de outros autores -, costuma-se dizer que, na Idade Média, o pensamento estava subordinado ao princípio da autoridade, isto é, uma ideia é considerada verdadeira se for baseada nos argumentos de uma autoridade reconhecida (Bíblia, Platão, Aristóteles, um papa, um santo).
Os teólogos medievais mais importantes foram: Abelardo, Duns Scoto, Escoto Erígena, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Guilherme de Ockham, Roger Bacon, São Boaventura. Do lado árabe: Avicena, Averróis, Alfarabi e Algazáli. Do lado judaico: Maimônides, Nahmanides, Yeudah bem Levi.

Filosofia da Renascença (do século XIV ao século XVI)
É marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média, de novas obras de Aristóteles, bem como pela recuperação das obras dos grandes autores e artistas gregos e romanos.
São três as grandes linhas de pensamento que predominavam na Renascença:
1. Aquela proveniente de Platão, do neoplatonismo e da descoberta dos livros do Hermetismo; nela se destacava a ideia da Natureza como um grande ser vivo; o homem faz parte da Natureza como um microcosmo (como espelho do Universo inteiro) e pode agir sobre ela através da magia natural, da alquimia e da astrologia, pois o mundo é constituído por vínculos e ligações secretas (a simpatia) entre as coisas; o homem pode, também, conhecer esses vínculos e criar outros, como um deus.
2. Aquela originária dos pensadores florentinos, que valorizava a vida ativa, isto é, a política, e defendia os ideais republicanos das cidades italianas contra o Império Romano-Germânico, isto é, contra o poderio dos papas e dos imperadores. Na defesa do ideal republicano, os escritores resgataram autores políticos da Antigüidade, historiadores e juristas, e propuseram a “imitação dos antigos” ou o renascimento da liberdade política, anterior ao surgimento do império eclesiástico.
3. Aquela que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino, tanto através dos conhecimentos (astrologia, magia, alquimia), quanto através da política (o ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura, engenharia, navegação) e das artes (pintura, escultura, literatura, teatro).
A efervescência teórica e prática foi alimentada com as grandes descobertas marítimas, que garantiam ao homem o conhecimento de novos mares, novos céus, novas terras e novas gentes, permitindo-lhe ter uma visão crítica de sua própria sociedade. Essa efervescência cultural e política levou a críticas profundas à Igreja Romana, culminando na Reforma Protestante, baseada na ideia de liberdade de crença e de pensamento. À Reforma a Igreja respondeu com a Contra-Reforma e com o recrudescimento do poder da Inquisição.
Os nomes mais importantes desse período são: Dante, Marcílio Ficino, Giordano Bruno, Campannella, Maquiavel, Montaigne, Erasmo, Tomás Morus, Jean Bodin, Kepler e Nicolau de Cusa.

Filosofia moderna (do século XVII a meados do século XVIII)
Esse período, conhecido como o Grande Racionalismo Clássico, é marcado por três grandes mudanças intelectuais:
1. Aquela conhecida como o “surgimento do sujeito do conhecimento”, isto é, a Filosofia, em lugar de começar seu trabalho conhecendo a Natureza e Deus, para depois referir-se ao homem, começa indagando qual é a capacidade do intelecto humano para conhecer e demonstrar a verdade dos conhecimentos. Em outras palavras, a Filosofia começa pela reflexão, isto é, pela volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer sua capacidade de conhecer.
O ponto de partida é o sujeito do conhecimento como consciência de si reflexiva, isto é, como consciência que conhece sua capacidade de conhecer. O sujeito do conhecimento é um intelecto no interior de uma alma, cuja natureza ou substância é completamente diferente da natureza ou substância de seu corpo e dos demais corpos exteriores.
Por isso, a segunda pergunta da Filosofia, depois de respondida a pergunta sobre a capacidade de conhecer, é: Como o espírito ou intelecto pode conhecer o que é diferente dele? Como pode conhecer os corpos da Natureza?
2. A resposta à pergunta acima constituiu a segunda grande mudança intelectual dos modernos, e essa mudança diz respeito ao objeto do conhecimento. Para os modernos, as coisas exteriores (a Natureza, a vida social e política) podem ser conhecidas desde que sejam consideradas representações, ou seja, ideias ou conceitos formulados pelo sujeito do conhecimento.
Isso significa, por um lado, que tudo o que pode ser conhecido deve poder ser transformado num conceito ou numa ideia clara e distinta, demonstrável e necessária, formulada pelo intelecto; e, por outro lado, que a Natureza e a sociedade ou política podem ser inteiramente conhecidas pelo sujeito, porque elas são inteligíveis em si mesmas, isto é, são racionais em si mesmas e propensas a serem representadas pelas ideias do sujeito do conhecimento.
3. Essa concepção da realidade como intrinsecamente racional e que pode ser plenamente captada pelas ideias e conceitos preparou a terceira grande mudança intelectual moderna. A realidade, a partir de Galileu, é concebida como um sistema racional de mecanismos físicos, cuja estrutura profunda e invisível é matemática. O “livro do mundo”, diz Galileu, “está escrito em caracteres matemáticos.”
A realidade, concebida como sistema racional de mecanismos físico-matemáticos, deu origem à ciência clássica, isto é, à mecânica, por meio da qual são descritos, explicados e interpretados todos os fatos da realidade: astronomia, física, química, psicologia, política, artes são disciplinas cujo conhecimento é de tipo mecânico, ou seja, de relações necessárias de causa e efeito entre um agente e um paciente.
A realidade é um sistema de causalidades racionais rigorosas que podem ser conhecidas e transformadas pelo homem. Nasce a ideia de experimentação e de tecnologia (conhecimento teórico que orienta as intervenções práticas) e o ideal de que o homem poderá dominar tecnicamente a Natureza e a sociedade.
Predomina, assim, nesse período, a ideia de conquista científica e técnica de toda a realidade, a partir da explicação mecânica e matemática do Universo e da invenção das máquinas, graças às experiências físicas e químicas.
Existe também a convicção de que a razão humana é capaz de conhecer a origem, as causas e os efeitos das paixões e das emoções e, pela vontade orientada pelo intelecto, é capaz de governá-las e dominá-las, de sorte que a vida ética pode ser plenamente racional.
A mesma convicção orienta o racionalismo político, isto é, a ideia de que a razão é capaz de definir para cada sociedade qual o melhor regime político e como mantê-lo racionalmente.
Nunca mais, na história da Filosofia, haverá igual confiança nas capacidades e nos poderes da razão humana como houve no Grande Racionalismo Clássico. Os principais pensadores desse período foram: Francis Bacon, Descartes, Galileu, Pascal, Hobbes, Espinosa, Leibniz, Malebranche, Locke, Berkeley, Newton, Gassendi.

Filosofia da Ilustração ou Iluminismo (meados do século XVIII ao começo do século XIX)
Esse período também crê nos poderes da razão, chamada de As Luzes (por isso, o nome Iluminismo). O Iluminismo afirma que:
● pela razão, o homem pode conquistar a liberdade e a felicidade social e política (a Filosofia da Ilustração foi decisiva para as ideias da Revolução Francesa de 1789);
● a razão é capaz de evolução e progresso, e o homem é um ser perfectível. A perfectibilidade consiste em liberar-se dos preconceitos religiosos, sociais e morais, em libertar-se da superstição e do medo, graças as conhecimento, às ciências, às artes e à moral;
● o aperfeiçoamento da razão se realiza pelo progresso das civilizações, que vão das mais atrasadas (também chamadas de “primitivas” ou “selvagens”) às mais adiantadas e perfeitas (as da Europa Ocidental);
● há diferença entre Natureza e civilização, isto é, a Natureza é o reino das relações necessárias de causa e efeito ou das leis naturais universais e imutáveis, enquanto a civilização é o reino da liberdade e da finalidade proposta pela vontade livre dos próprios homens, em seu aperfeiçoamento moral, técnico e político.
Nesse período há grande interesse pelas ciências que se relacionam com a ideia de evolução e, por isso, a biologia terá um lugar central no pensamento ilustrado, pertencendo ao campo da filosofia da vida. Há igualmente grande interesse e preocupação com as artes, na medida em que elas são as expressões por excelência do grau de progresso de uma civilização.
Data também desse período o interesse pela compreensão das bases econômicas da vida social e política, surgindo uma reflexão sobre a origem e a forma das riquezas das nações, com uma controvérsia sobre a importância maior ou menor da agricultura e do comércio, controvérsia que se exprime em duas correntes do pensamento econômico: a corrente fisiocrata (a agricultura é a fonte principal das riquezas) e a mercantilista (o comércio é a fonte principal da riqueza das nações).
Os principais pensadores do período foram: Hume, Voltaire, D’Alembert, Diderot, Rousseau, Kant, Fichte e Schelling (embora este último costume ser colocado como filósofo do Romantismo).

Filosofia contemporânea
Abrange o pensamento filosófico que vai de meados do século XIX e chega aos nossos dias. Esse período, por ser o mais próximo de nós, parece ser o mais complexo e o mais difícil de definir, pois as diferenças entre as várias filosofias ou posições filosóficas nos parecem muito grandes porque as estamos vendo surgir diante de nós.
Para facilitar uma visão mais geral do período, faremos, no próximo capítulo, uma contraposição entre as principais ideias do século XIX e as principais correntes de pensamento do século XX.
CHAUÍ, Marilena. Principais períodos da história da Filosofia in Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

12 comentários:

  1. Prezados alunos,

    Sejam bem vindos e boa tarde!
    Estamos diante de um belíssimo texto da Profª Marilena Chauí sobre a história da Filosofia. Vários foram os períodos históricos relacionados ao surgimento de uma nova percepção filosófica. No entanto, todas elas estão sempre vinculadas à esfera do social, da política e da religião (legitimando-a ou refutando-a).
    Desafio a uma leitura atenta e ao registro de uma análise mais elaborada.
    Boa leitura!
    Profª Marilia Coltri

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  2. Gabriel Sikorski Mendes 1ºGorki17 de maio de 2011 11:24

    Eu entendi a filosofia e muita usada para provar idéias pelo raciocínio como o Galileu teve de usar o raciocínio para prova a idéia que a Terra não era o centro do universo e sim o Sol, como a igreja teve de usar a filosofia para provar que jesus existiu, a filosofia ajudou muitas vezes e ainda ajuda a pessoas comprovar a sua teoria, que vai ser exposta para nós, como provar tudo que tudo tem o seu motivo para acontecer, como a ideia da gravidade.

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  3. Como vimos a partir do texto, a filosofia passou por varias maneiras de encarar questões que preocupam o ser humano desde o surgimento desta.
    Essas mudanças ocorreram pelas transformações culturais, pela organização da sociedade, pelos conhecimentos do ser humano, pelas doutrinas das religiões, e pelo modo de política de cada época.
    Atualmente o período filosófico é muito complexo, para mim isso ocorre por que temos conhecimento dos vários períodos da filosofia, assim todos esses períodos influenciam o atual.
    Outro fato que deixa a filosofia atual complexa é a globalização, que faz que todas as culturas do mundo sejam divulgadas, a assim o modo de pensar de todos os países, suas culturas, suas religiões e seus sistemas adiministrativos.
    Também temos o avanço da tecnologia que faz com que o conhecimento do ser humano aumente e ao mesmo tempo criando mais questões filosóficas para serem pensadas pelo ser humano.

    Miriam Laís primeiro Gorki.

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  4. Em seu contexto a filosofia é a forma criada para se responder a tudo e a todos utilizando como forma de entendimento a razão.Mas a filosofia perde seu valor quando novas ciências até então relacionadas a filosofia se desprende desta e toma um caminho próprio. A filosofia tem vários períodos importantes, como a patrística, que foi a conciliação de alguns padres fizeram entre o cristianismo e os pensamentos gregos filosóficos e assim conseguir converter os pagãos. Essa conciliação visava transmitir o cristianismo a maior quantidade possível de pessoas para qua se evangelizassem e passassem a seguir o cristianismo e todo seu contexto.
    Outro período importante é a filosofia medieval foi a filosofia ensinada nas escolas, conservando o pensamento da filosofia patrística mais com alguns toques a mais, como a existência do infinito criador e da imotalidade e sua forma de responder a tudo e a todos eram baseadas na bíblia
    Temos também a filosofia moderna que é o grande auge do pensamento racional, em que entra como base de suas respostas a tudo e a todos a ciência com a invenção de máquinas, e teorias embasadas sobre elas.
    E por fim a filosofia contemporânea que se tem como o pensamento filosófico da época e vai até os dias de hoje é mais complexo e difícil de definir.

    Nathali Rodrigues Franzini 1ºgorki

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  5. Francisco Rodrigues17 de maio de 2011 11:39

    A filosofia é um meio do ser humano compreender mais a vida e o mundo em que vive. Ela oferece novos caminhos, respostas, e também novas perguntas para o nós. Essas respostas e perguntas tornam-se saberes adquiridos que outros filósofos prosseguem , ou podem tornar novos problemas em que outros filósofos tem que resolver, seja aproveitando, criticando ou refutando o passado filosófico. Essas transformações no modo de conhecer podem ampliar ou até diminuir os campos da filosofia formando novas disciplinas separadas. A flosofia tem vários períodos, como: antiga, patrística, medieval, renascença, moderna e contemporânea.

    Francisco Rodrigues 1º Gorki

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  6. A filosofia trabalha em cima do que é novo e ainda não foi compreendido, gerando duvidas e posteriormente soluções. Cada período histórico teve sua era filosófica, onde as questões levantadas na época eram motivo de uma busca por sua resposta pelos filósofos.
    O primeiro período filosófico é a Filosofia Patrística que liga-se à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos.
    Após esse, inicia-se a Filosofia Medieval, que abrange pensadores europeus, árabes e judeus. Um dos temas que esse período teve como discussão são as provas da existência de Deus e da alma, buscavam um raciocínio lógico para esses fatores.
    A filosofia da Renascença é marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média, de novas obras de Aristóteles, bem como pela recuperação das obras dos grandes autores e artistas gregos e romanos.
    A filosofia moderna que levava em conta o pensamento racional, e que usa até mesmo das tecnologias em busca de respostas.
    Nos dias de hoje temos Filosofia Contemporânea, esse período, por ser o mais próximo de nós, é o período de maior complexidade e até maior dificuldade de entendimento, pelo fato de haverem diversos e diferentes tipos de pensamentos que geram cada vez mais discussões entre as pessoas.
    Maria Eduarda Bormann Leme 1° Górki

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  7. A filosofia foi importante na historia para responder as perguntas polemicas da época, uma que eu mais achei polemica foi o caso do cristianismo; as pessoas na idade média não podiam fazer perguntas sobre a igreja, pois seriam julgadas como hereges ou infiéis. A igreja na idade média teve como idéia juntar os cristãos e irem para as cruzadas e conquistar a terra santa dos árabes mulçumanos.

    Daniel Cardoso de Araújo / nº7
    1ºGorki

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  8. A Filosofia se baseia em explicar fatos usando a razão. Ela teve seus 4 períodos mais importantes.
    O primeiro foi para a consolidação do Cristianismo, o segundo era quando uma ideia ser verdadeira se ela fosse baseade em uma autoridade reconhecida, um período influencia o outro, esse período dela em que vivemos é a adptação da ideia de todos os outros anteriores.
    Resumindo todas as fases da filosofia estão ligadas a igreja. Ela é importante pois seus pensamentos foram evoluindo, seu jeito de pensar mudou, mas, ela continua a explicar as coisas baseadas na razão e no entendimento das coisas.

    Danilo Cesar Santos 1º Gorki

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  9. No meu entendimento a filosofia é a mãe de todas as matérias desde o século XVIII. A filosofia teve 4 grandes períodos durante a historia: greco-romana, indo dos pré-socráticos, período helenístico.
    A filosofia teve inicio na Idade Media o homem não pensava por si mesmo, a resposta a tudo era: porque Deus quer, porem a filosofia teria o seu melhor momento no Renascimento. Obriga o homem a pensar... buscam uma resposta as perguntas.
    A filosofia patrística tem como principal objetivo unificar as religiões (cristianismo), já que berço fora as Igrejas Romanas e gregas. Traziam idéias desconhecidas aos filósofos da época.
    A filosofia medieval abrange pensadores europeus, árabes e judeus. É o período em que a Igreja Romana dominava a Europa. Foi nesse período que começou as escolas filosóficas, com Platão e Aristóteles muito influentes na época.
    A Filosofia da Renascença teve 3 períodos: Aquela proveniente de Platão, Aquela originária dos pensadores florentinos e Aquela que propunha o ideal do homem (pensamento renascentista).
    A Filosofia moderna já tinha uma maneira diferente da Idade Media... buscavam suas respostas.
    A filosofia contemporanea é a usado atualmente pelos paises do mundo.
    LEONARDO NOGUEIRA DE CAMARGO 1ºGORKI

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  10. Segundo o texto a filosofia tem diversos períodos históricos, que ocorreram com o passar dos anos, observando a introdução, a reflexão sobre a filosofia com o passar dos anos passa a criticar e também passa a tentar a solucionar seus problemas entre o conhecimento teórico que prega a razão contra a religião cristã que acreditava na Fé cristã em toda Europa nos séculos VI a.C. a VI d.C.. A filosofia antiga teve seu intuito na religião grego-romana.
    Durante a filosofia patrística ocorreu à guerra entre a Fé e a Razão, no qual a igreja pregava a crença de um deus absoluto e outros discordavam e acreditavam que havia o homem e o mundo.
    Durante a filosofia medieval várias influencias famosas de Aristóteles e Platão, também foi constituído pela crença do deus infinito governando seres inferiores. Acreditavam no poder espiritual dos bispos e papas. Participam das cruzadas, para liberar Jerusalém. Durante a idade media a Europa passou a impedir os árabes de se expandir.
    Na filosofia renascentista teve o conhecimento da natureza em si mesma, situando o que e espiritual ou não, como a exploração no universo e saber como ele funciona. A idade renascentista pregava o perfeitismo, nele contia grandes famosos como Leonardo da Vinci, Michelangelo, entre outros.
    A filosofia moderna tem a duvida no que acreditar pois hoje ocorre mistérios em todo mundo que não e possível afirmar se e correto ou não,como por exemplo o exorcismo das pessoas,a aparição de naves voadoras pelas áreas rurais,etc.
    Eduardo Yukio Kosima 1°Górki

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  11. Nathali, muito bom seu comentário. Não podemos esquecer que no período medieval a Igreja Católica era muito poderosa e rica (detentora de vastos territórios). Estabelecia padrões de comportamento e conduta moral, baseados em seus dogmas. Condenava exemplarmente a heresia (Tribunal da Santa Inquisição) e colocava-se como instituição monopolizadora do conhecimento construído na época e limitadora da disseminação desse conhecimento.
    Parabéns!
    Profª Marilia Coltri.

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  12. Parabenizo à todos do 1º ano EM - Gorki - Colégio Ser - Sorocaba, por participarem desta atividade, postando suas análises extremamente pertinentes.

    "[...] que a mesma atividade que produz a sociedade também produz a religião, sendo que a relação entre os dois produtos é sempre dialética”.[1]

    Abraços,
    Profª Marilia Coltri.

    [1] BERGER, P. apud SILVA, Antonio Ozaí. Religião e Ideologia. http://antoniozai.wordpress.com/2011/09/10/religiao-e-ideologia/. Acesso em 11/09/2011.

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