"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espítito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.















quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Internet aproxima professores e alunos e reforça a aprendizagem

 Professoras Célia Santiago e Marilia Coltri. Foto Fábio Rogério.
 
Blogs e redes sociais servem para ensinar e estreitar relações dentro das escolas
Notícia publicada na edição de 01/02/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 12 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Regina Helena Santos
regina.santos@jcruzeiro.com.br


Elas podem ser usadas com diversos objetivos na escola, desde estreitar relacionamentos até ajudar na compreensão do conteúdo de uma determinada disciplina. Seja qual for a intenção, as ferramentas de internet estão cada vez mais presentes no ambiente escolar. Apesar de ainda haver resistência e dificuldades do "como fazer?", muitos professores e coordenadores já incluem, em seus planejamentos, reflexões a fim de incluir a tecnologia na missão de fazer aprender mais e melhor. "Nosso público não é mais de papel, é um público digital", comenta a professora de Inglês do Colégio Ser, Célia Aparecida Barros Santiago, de 41 anos, que desde 2009 mantém um blog que usa como forma de interagir com os jovens do ensino médio.

Célia conta que encontrou nessa solução a maneira ideal de trazer a língua estrangeira para mais perto dos estudantes. A página é abastecida com textos retirados de importantes publicações da mídia estrangeira. São reportagens que relatam fatos do dia a dia. "Eles precisam conhecer o que acontece no mundo, precisam ser estimulados à leitura." Assim como em qualquer blog, os alunos "visitantes" são convidados a comentar o texto, emitir sua opinião sobre o assunto em pauta - e é essa participação que, apesar de voluntária, vale um ponto na nota final. Porém, eles não precisam traduzir nada e a professora não avalia os comentários por eles produzidos com base em vocabulário ou volume de texto escrito. "Quero é que eles participem, conheçam a melhor maneira de encarar a língua, vejam sua utilidade, que ela é real, que existe além dos livros."

Olhada de maneira simplista, a iniciativa de Célia parece bastante comum. Afinal, muitos podem pensar: e se o texto fosse tirado de uma revista, por meio de uma fotocópia, e entregue na mão dos alunos? "Aí funcionaria como uma folha de exercícios. Eles até fariam, pois valeria pontos. Mas quando falo do blog vejo neles uma maior disposição em fazer", aponta Célia, destacando na "disposição" a grande diferença. A professora lembra que um ano após a colocação da página no ar ela resolveu fazer uma pesquisa de satisfação com seu público. E o resultado confirmou o que já vinha sendo percebido em sala de aula: a aceitação foi total.

"Muitos gostaram da novidade. Alguns acharam difícil, pois me contaram que nunca haviam tido contato, antes, com uma matéria de revistas estrangeiras." Para a docente, a situação confirma algo que vem sendo muito debatido na área da educação: o papel do professor num mundo no qual a internet apresenta, com facilidade, um grande volume de informações. Mesmo disponíveis nos respectivos sites das mídias internacionais, dificilmente os estudantes se interessam por este conteúdo antes de encontrá-lo no blog da Célia. Manter a página dá trabalho, mas ela garante que tem sido prazeroso e vale a pena.

A experiência da professora de Inglês já ganha adeptos na própria escola. Marília Carrenho Camillo Coltri, de 44 anos, viu na internet uma forma de ampliar o contato com seus alunos das disciplinas de Filosofia e Sociologia, para as quais havia um número muito reduzido de aulas da grade curricular. "Comecei a trabalhar a introdução de um tema em sala de aula e depois com um texto de referência no blog." O sistema é o mesmo - os alunos são estimulados a participar, por meio de comentários. "É também uma ótima oportunidade de cada um poder ler a opinião do colega. É um trabalho muito rico por causa disso." À frente de aulas de disciplinas tão densas, Marília avalia que o blog a ajudou muito na aproximação com os estudantes. "Se não é um aluno que gosta da área de humanas, enfrentamos resistência ao apresentar um texto em papel. Mas com a internet essa atividade se torna mais dinâmica e natural."

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