"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

"Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém [...]". (Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos. Coríntios 6:12) Tudo posso, tudo quero, mas eu devo? Quero, mas não posso. Até posso, se burlar a regra; mas eu devo? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ética é o conjunto de valores e princípios que [todos] usamos para definir as três grandes questões da vida, que são: QUERO, DEVO, POSSO. Tem coisas que eu quero, mas não posso. Tem coisas que eu posso, mas não devo. Tem coisas que eu devo, mas não quero. Cortella complementa "Quando temos paz de espírito? Temos paz de espítito quando aquilo que queremos é o que podemos e é o que devemos." (Cortella, 2009). Imagem Toscana, Itália.















quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DE GILBERTO FREYRE PARA A CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO BRASILEIRA



Por Roberta Fragoso


Como vimos na primeira parte deste artigo, Freyre rompeu com velhos pensamentos preconceituosos e reducionistas e aclamou a participação do negro e do índio no processo de formação do caráter nacional.


Na obra Casa-Grande & Senzala, Gilberto revelou a presença do negro em diversas facetas da nossa cultura, como na música, na dança, no vocabulário e na culinária. De igual maneira procedeu com os índios, explicando a origem do nosso hábito de dormir em redes, de se pintar, de tomar banho diariamente, bem como a valorização das ervas, da cor vermelha e dos remédios caseiros.


Em vez de aclamação social, as obras de Freyre despertaram ondas de protestos em todas as camadas. Por conta da linguagem vulgar, recebeu o título de pornógrafo do Recife e a Igreja Católica repudiava constantemente as suas publicações, consideradas atentatórias à moral e aos bons costumes. Foi tachado de anticatólico, comunista, anarquista, agitador, antilusitano, africanista, dentre outras alcunhas.


O pensamento exposto por Gilberto Freyre encontra resistências até hoje, aparentemente pelo fato de não ter situado o problema racial no Brasil como um problema exclusivamente de cor ou por não ter sido partidário da revolta dos negros contra os brancos. O que torna as críticas ainda mais pitorescas, decerto, é o fato de serem formuladas, em sua maioria, por representantes do movimento negro, justo a cor a que Gilberto fez questão de homenagear, por haver lhe conferido importância nunca dantes exposta com tanta franqueza. Nessa linha, bem demonstrou Darcy Ribeiro, no texto Gilberto Freyre — Uma introdução à Casa-Grande & Senzala:


“Com efeito, o que mais provocou a sensação e surpresa aos primeiros leitores de Casa-Grande & Senzala foi o negrismo de Gilberto Freyre. Ele vinha dizer — ainda que em linguagem meio desbocada, mas com todos os ares de cientista viajado e armado de erudições múltiplas — que o negro — no plano cultural e de influência na formação social do Brasil — fora não só superior ao indígena (…) mas até mesmo ao português, em vários aspectos da cultura material e moral, principalmente da técnica e da artística”.


Causa certa perplexidade o fato de alguns dos intelectuais do movimento negro acusarem Freyre de haver difundido no Brasil o mito da democracia racial, qual seja, a lenda de que no País o preconceito racial não existe e que as relações entre as raças são perfeitas e harmônicas. Na verdade, esclareça-se, em nenhuma passagem do livro Casa-Grande & Senzala Gilberto usou a expressão democracia racial. Sobre isso, o antropólogo Hermano Vianna ousou dizer que há, no País, um mito sobre o mito da democracia racial.


Nessa linha, a vida de Gilberto Freyre, após a obra Casa-Grande passou a ser um eterno explicar-se. Incansavelmente, repetia que não fora criador do mito da democracia racial e que o fato de seus livros terem reconhecido a intensa miscigenação entre as raças no Brasil não significava decerto a ausência de preconceito ou de discriminação. Exemplo de desabafo contrário à acusação de ter criado a idéia de equilíbrio racial no Brasil pode ser extraída da entrevista realizada com o autor em 15/3/1980. À pergunta: “Até que ponto nós somos uma democracia racial?”, formulada pela jornalista Lêda Rivas, Freyre respondeu:


“(…) Democracia política é relativa. (…). Sempre foi relativa, nunca foi absoluta(…).Democracia plena é uma bela frase (…) de demagogos, que não têm responsabilidade intelectual quando se exprimem sobre assuntos políticos. (…). Os gregos, aclamados como democratas do passado clássico, conciliaram sua democracia com a escravidão. Os Estados Unidos, que foram os continuadores dos gregos como exemplo moderno de democracia no século XVIII, conciliaram essa democracia também com a escravidão. Os suíços, que primaram pela democracia direta, até há pouco não permitiam que mulher votasse. São todos exemplos de democracias consideradas, nas suas expressões mais puras, relativas. (…). O Brasil (…) é o país onde há uma maior aproximação à democracia racial, quer seja no presente ou no passado humano. Eu acho que o brasileiro pode, tranqüilamente, ufanar-se de chegar a este ponto. Mas é um país de democracia racial perfeita, pura? Não, de modo algum. Quando fala em democracia racial, você tem que considerar [que] o problema de classe se mistura tanto ao problema de raça, ao problema de cultura, ao problema de educação. (…) Isolar os exemplos de democracia racial das suas circunstâncias políticas, educacionais, culturais e sociais, é quase impossível. (…). É muito difícil você encontrar no Brasil [negros] que tenham atingido [uma situação igual à dos brancos em certos aspectos…]. Por quê? Porque o erro é de base. Porque depois que o Brasil fez seu festivo e retórico 13 de maio, quem cuidou da educação do negro? Quem cuidou de integrar esse negro liberto à sociedade brasileira? A Igreja? Era inteiramente ausente. A República? Nada. A nova expressão de poder econômico do Brasil, que sucedia ao poder patriarcal agrário, e que era a urbana industrial? De modo algum. De forma que nós estamos hoje, com descendentes de negros marginalizados, por nós próprios. Marginalizados na sua condição social. […]. Não há pura democracia no Brasil, nem racial, nem social, nem política, mas, repito, aqui existe muito mais aproximação a uma democracia racial do que em qualquer outra parte do mundo”.


E ao prefaciar a obra Religião e Relações Raciais, de René Ribeiro, Gilberto Freyre mais uma vez afirmou:


“Tão extremada é tal interpretação como a dos que pretendam colocar-me entre aqueles sociólogos ou antropólogos apenas líricos para quem não houve jamais entre os portugueses, nem há entre brasileiros, preconceito de raça sob nenhuma forma. O que venho sugerindo é ter sido quase sempre, e continuar a ser, esse preconceito mínimo entre portugueses — desde o contato dos mesmos como os negros e da política de assimilação, do Infante – e brasileiros, quando comparado com as outras formas cruas em vigor entre europeus e entre outros grupos. O que daria ao Brasil o direito de considerar-se avançada democracia étnica como a Suíça se considera — e é considerada — avançada democracia política, a despeito do fato, salientado já por mais de um observador, de haver entre os suíços não raros seguidores de (…) ideias políticas de antidemocracia”.


O fato de não haver se filiado à corrente maniqueísta esposada por alguns dos líderes negros talvez tenha custado muito caro ao sociólogo. Mas a verdade é que Freyre bem conhecia a realidade estadunidense, a tal ponto de não poder associá-la, nem aproximá-la, da realidade brasileira. Usualmente Freyre tecia considerações sobre as diferenças entre o sistema de segregação institucionalizada, operada nos Estados Unidos e o racismo praticado no Brasil. Nesses termos, afirmava:


“Não é que inexista preconceito de raça ou de cor conjugado com o preconceito de classes sociais no Brasil. Existe. Mas ninguém pensaria em ter Igrejas apenas para brancos. Nenhuma pessoa no Brasil pensaria em leis contra os casamentos inter-raciais. Ninguém pensaria em barrar pessoas de cor dos teatros ou áreas residenciais da cidade. Um espírito de fraternidade humana é mais forte entre os brasileiros que o preconceito de raça, cor, classe ou religião. É verdade que a igualdade racial não se tornou absoluta com a abolição da escravidão. (…). Houve preconceito racial entre os brasileiros dos engenhos, houve uma distância social entre o senhor e o escravo, entre os brancos e os negros (…). Mas poucos aristocratas brasileiros eram rígidos sobre a pureza racial, como era a maioria dos aristocratas anglo-americanos do Velho Sul”.

15 comentários:

  1. Gilberto Freyre é considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Escritor sociólogo, antropólogo, historiador, pintor, poeta, jornalista, etc. É, sem dúvida, uma das maiores mentes brasileiras de todos os tempos. Sua obra máxima é “Casa Grande & Senzala”. Em que revela a presença do negro em diversas facetas culturais (música, dança, culinária, religião). Foi prestigiado pela rainha Elizabeth II com o título de Sir, sendo um dos poucos brasileiros detentores desta alta honraria da coroa britânica.
    Sua obra mais conhecida é “Casa-Grande & Senzala” (1933). Diferentemente do que se imagina a obra é de ficção apesar de seu caráter muito próximo das ciências sociais. Freyre não considerava a obra um estudo sociológico ou antropológico. Todavia, a obra a cercada de polêmica dos dois lados. É senso comum dizer que obra foi precursora da noção de democracia racial no Brasil. Freyre, que viveu e estudou nos Estados Unidos e em Portugal, elaborou um painel em que defende existir outro tipo de relação racial no Brasil - um quadro menos segregante do que o norte americano.
    A obra vai na contramão do pensamento racista e purista de raças que vigorava no mundo ocidental pós I Guerra Mundial. Gilberto Freyre expos que o determinismo racial ou climático não influencia no desenvolvimento de um país.
    É triste constatar que o autor não foi necessariamente compreendido nem pelas lideranças do movimento negro de sua época, que o acusaram de romantizar o conflito e a segregação dos negros no Brasil. Quando na verdade ele percorre outro caminho demonstrando que a segregação racial americana é muito mais cruel e enraizada nos EUA – em função da própria construção da identidade americana (peregrinos puristas). O autor não defende a inexistência de racismo ou de segregação no Brasil. Sua tese parece apontar para a segregação econômica (social) como força determinante em nossa segregação racial.
    Rodrigo Lara Porto Biancalana, nº 10.

    ResponderExcluir
  2. Gilberto Freyre pode ser considerado um grande revolucionário por mudar a forma como era visto o negro no Brasil. Ele propôs um novo olhar para o futuro do nosso país, demonstrando o quanto a miscigenação poderia ser positiva. Inseriu o negro no papel de sujeito em vez de mero objeto, trazendo uma inovação na formação do povo brasileiro. Mas ele não fez isso somente com os negros, também designou os índios com respeitável importância na formação desse caráter nacional. Essa forma de pensamento, despertou grandes críticas pelo fato de não abordar o preconceito, ou seja, os problemas raciais, mas por demonstrar aparentemente que não há diferenças entre as raças, e que as relações entre elas são harmônicas.
    Infelizmente, pode-se observar que Freyre foi mal interpretado, e apenas queria mostrar um lado positivo em meio a tanto pessimismo. E em nenhum momento afirmou não haver a existência de discriminação, apenas expôs as vantagens de termos essa miscigenação tão presente.
    Sendo assim, Freyre rompeu com os pensamentos preconceituosos aclamando a participação desses povos na história e tendo a honra de poder homanageá-los.
    Marcella Magalhães - 6º Semestre de Rádio e TV - Nº 12

    ResponderExcluir
  3. Gilberto Freyre que também foi considerado um gênio por Monteiro Lobato foi sem dúvidas um dos maiores sociólogos e pensadores referente a quebras de pensamentos negativos sobre os negros e todo o preconceito que ali existia. Um homem 'a frente de seu tempo' com seus ideais, pois outros elementos da sociedade na época não conseguiam acompanhar seu pensamento e compreendê-lo. O escritor também gerou muita polêmica, Gilberto é acusado de não tratar com fidelidade a realidade das relações entre os escravos e os seus senhores, deixando de certa forma "leve" as críticas feitas a algo que merecia mais destaque e mais rigidez, todavia ainda assim é reconhecido pela maioria como um ícone quando o assunto é Brasil Colônia.
    Sendo assim, Gilberto Freyre fez a divisa de pensamentos sobre o negro criando uma nova visão da sociedade (apesar de toda polêmica gerada) sobre o assunto com excelência, principalmente pelo trecho: "O que houve no Brasil foi a degradação das raças atrasadas pelo domínio da adiantada" que fala por si só em seu significado.
    Lucas Silva Barbosa / 6° Semestre de Rádio e TV / N°: 10

    ResponderExcluir
  4. Com o intuito de mostrar o valor do negro e de que forma ele contribuiu na sociedade em "Casa-Grande e Senzala", Gilberto Freyre choca as pessoas com o que escreveu em sua obra, pois ressaltou que não se tinha conflito entre os escravos e os seus senhores e/ou eram drasticamente reduzidas as suas diferenças sociais devido as relações sexuais que mantinham com frequência, gerando polêmica na época, além de tudo por ter sido escrito justamente em uma época em que o Brasil passava por uma grande transformação administrativa. Aclamado por uns, abominável para outros até os dias atuais, Freyre com toda certeza realizou um marco no que se refere aos tempos de escravidão e da importância da infiltração da cultura afro no Brasil para a formação cultural de nosso país que causou a miscigenação e diferentes misturas.
    Raphael Augusto Barbosa - 6°SEM RÁDIO E TV - N°10

    ResponderExcluir
  5. Bruno Rogo Jupiá - 6°SEM RÁDIO E TV - N°4

    A valorização e reconhecimento da importância da cultura negra e indígena para a formação cultural do Brasil, foi o ponto central da obre de Gilberto Freyre, lançando mão por vezes de linguagem não formal para a compreensão de diversas classes sociais, de diversas classes intelectuais. Porém de diversos lados sofreu represálias e más interpretações, como por exemplo da Igreja Católica, condenando-o como anarquista e outros títulos mais. Também foi mal interpretado em uma de suas entrevistas quando expôs a teoria de que o de todos os países do mundo, o Brasil estaria o mais próximo de uma chamada "democracia-racial", pois em sua compreensão e pautado na história , a sociedade Brasileira ainda possui traços de preconceito racial em sua cultura, mas não em suas políticas, diferente de países como EUA e Suíça em que, no passado, haviam leis contra as comunidades negras.

    ResponderExcluir
  6. O texto de Gilberto Freyre divide opiniões, que de um lado é interpretado como uma tentativa de romantizar a escravidão no Brasil, e do outro, ele faz um retrato honesto do que foi a escravidão no nosso país. Independente da forma que ele é interpretado, ele deixa claro que com a abolição da escravatura no dia 13 de maio, os negros foram libertos, porém, mesmo livres, eles ainda são escravos de um modelo se sociedade que não soube acolhê-los como devia. Isso resultou em marcas que foram carregadas durante gerações, e se perpetua até hoje.
    Tarcísio Paulo dos Santos Araújo. Nº 12 - Cinema - 6º Semestre.

    ResponderExcluir
  7. Freire ficou muito conhecido por suas obras que incentivou debates sobre a democratização racial e sua integralização. No Brasil, por mais que tenhamos cotas para estudantes em bolsas de universidades públicas e federais e em concursos, isso não resolve problemas, amenizam um pouco, dando chance a muitos marginalizadas, mas não atinge a raiz do problema.
    Muita incompreendido por muitos por não se envolver em debates, mas a seu modo faz o seu protesto.

    Elza Ribeiro dos Santos Mendonça.
    2 sem Jornalismo. Número 06. Matrícula 103852.

    ResponderExcluir
  8. Jonathas Felipe de Oliveira Nascimento - 2º Semestre de Publicidade e Propaganda Nº 27

    Certamente são muitas, mas destaca-se, no aspecto da historiografia, a maneira inovadora de considerar a história, não por meio de grandes feitos, mas sim pela análise da vida cotidiana, incluindo-se aí relatos orais e documentos manuscritos.

    ResponderExcluir
  9. O texto aborda as questões que tornam a obra de Gilberto Freyre, uma obra polêmica e de importância para a cultura brasileira, pois muito de suas idéias abordada em seus livros podem ter um impacto diferente, em partes pelo fato de parecer defender uma democracia racial e, que ajudou a formar a ideia de que o Brasil é uma nação que vive em harmonia de igualdade entre as raças, e por outro lado as ideias que se dividem, entre pensamentos conservadores da época, que viam a obra de Freyre como vulgar e impropria pela linguagem por ele adotada, e parecer moderna de mais. E entre parcelas da sociedade que discordavam de que as diferentes raças conviviam em harmonia no país.
    O fato é que Gilberto Freyre em seus muitos estudos antropológicos e sociais a cerca da cultura e, politica, por vezes não foi bem interpretado, ele mesmo afirmava que não defendia a ideia de uma democracia racial no Brasil, e tentava explicar que as democracias eram falhas, nunca perfeitas, apesar de serem bons sistemas políticos, sempre fica evidente que em um estado nação parte da sociedade acaba não sendo contemplado com os benefícios da democracia, por exemplo ele toma os Estados Unidos que dizia-se ter um exemplo de democracia mas era conivente com a escravidão e a segregação, o que se pré supõe que em um estado democrático de direito, tais atos não devessem acontecer. E mesmo a Grécia antiga berço da democracia, a escravidão era presente.
    Quando se pensa em um estado democrático brasileiro logo se lembra das injustiças que acontecem no país, mas segundo Freyre, se países como Estados Unidos, Grécia a democracia é imperfeita, se sugere que ela não de conta das demandas que toda uma sociedade necessite.
    Outra ideia contida no texto é que cada país tem uma cultura e a democracia adotada em cada lugar pode assumir a identidade cultural do lugar, e que comparar o Brasil com toda a sua falta de estrutura econômica que demanda em um país com qualidades de educação e cultura baixos, com países desenvolvidos com culturas completamente diferentes seria impossível, é nessa ideia de comparação onde Freyre acaba sendo mal interpretado é o fato de que no Brasil apesar de existir o preconceito racial, ele não chega a ser extremado como é o caso dos EUA onde existe uma segregação entre as raças bem clara. Isso não faz do Brasil um país livre dos preconceitos que atrasam o desenvolvimentos dos negros com relação aos brancos, isso apenas seria uma forma de cultura diferente, que geram problemas diferentes.
    Fica a ideia que a democracia é relativa e, que contem falhas que é onde o estado deveria agir, para assegurar os direitos de classes menos favorecidas.
    Danatielly da C.Pereira 6° Semestre Cinema/FCAD

    ResponderExcluir
  10. Não há dúvidas que Gilberto Freyre foi um grande revolucionário na valorização negra e indígena no Brasil. Através de suas obras, Freyre destaca a importância e positividade da miscigenação, tanto racial quanto cultural, e quanto essa integração foi de grande valia para a construção da identidade nacional.

    Bruna Pedroza N°03 6° sem. de RTVI

    ResponderExcluir
  11. Gilberto Freyre um dos grandes filósofos presente em terras brasileiras. Freyre nós trouxe o quão impactante a democracia racial era quando lançou “Casa-Grande e Senzala”, acabou chocando a sociedade brasileira pelas verdades escritas e causando divergências de opiniões e também divergências de religiões. Freyre nos mostra o quão é importante à valorização do negro aqui no Brasil e que mesmo após o doloroso 13 de maio, ainda não sabemos como lidar com os negros. O preconceito e racismo com eles ainda é grande e é algo que dificilmente será superado. Não soubemos e não sabemos lidar com algo que nós mesmos libertamos, e deixamos aos ventos, mas não chegou ao ponto tão alto de ser um preconceito político igual ao que acontecia nos EUA, onde um negro era proibido de entrar em uma igreja com brancos. A maior parte da população brasileira se deriva dessa miscigenação com os negros e indígenas e se devemos algo a eles é no mínimo respeito.

    Robson Cardodo - nº 15 - 6º Semestre - Rádio e Tv.

    ResponderExcluir
  12. Interessante e polêmica a declaração do autor Gilberto Freyre referente a participação do negro na nossa sociedade e a sua inclusão na nossa cultura. Mesmo com todo o "absurdo" declarado na época, tendo sido hostilizado em sua obra "Casa Grande & Senzala" na época de seu lançamento com acusações de que o próprio Freyre estava começando a difundir o "mito" de miscigenação. Mas mesmo assim, ainda foi muito aclamado por diversos historiadores e estudiosos da então denominada Brasil Colônia tendo sido refletida nos nossos dias de hoje e que foi responsável - mesmo que indiretamente - pela nossa cultura contemporânea e atual.
    Laudicéia Santos / N° 24 / 6° Semestre RTV

    ResponderExcluir
  13. O homem aprendeu a nadar como um peixe, a voar como passarinho a correr como o leopardo mas não aprenderam a viver unidos como irmãos.

    ResponderExcluir
  14. Exemplo de ser humano Gilberto freyre por suas obras !

    ResponderExcluir